Hoje me deparei com um e-mail vindo de um colega da antiga faculdade. Enviado pra todos os seu contatos e contatos dos contatos. Que, pra variar, se não era uma corrente que poderia tirar o que me resta de felicidade nesse mundo se eu não mandasse para 20 pessoas e apertasse em seguida F6, ou que mostraria quantas pessoas realmente gostam de mim se eu receber pelo menos 3 retornos e encher minha caixa de e-mail com futilidades e inutilidades de pessoas que tem muito o que fazer como criar boatos e espalhar pela maior descoberta tecnológica do mundo, a “interwebs”.
DEvem estar perguntando por que estou escrevendo isso. Simples receber um e-mail beleza! Delete e pronto. Agora 50! Cinquenta e-mails falando do mesmo assunto e com os conhecidos falando que não querem mais que façam isso ou aquilo. Me trancar em casa e definhar porque se eu respirar pego um virus do computador que conseguiu sair da rede e ataca a memória humana fazendo com que reiniciamos nosso sistema operacional a cada 43 minutos. Aaahhh! #SEFUDE!
Vocês já devem ter recebido esse e-mail. Segue abaixo na integra o que recebi e uma resposta a altura que, diferente da calamidade que verão no texto hediondo falando da maldade de uma onomatopéia, encontra fundamento e bases históricas e teóricas documentadas.
Significado de RATIMBUMquando se canta o PARABÉNS!RATIMBUM é uma palavra mágica usada pelos magos persas desde a Idade Média. Por muito tempo cantamos inocentemente um “Parabéns” para alguém que está aniversariando e, até ai, tudo bem, tudo certo. Afinal, é um aniversário.O que muitos não percebem é que depois da música vem sempre o tal de Ra-tim-bum (= EU AMALDIÇOO VOCÊ !)
Existe até hoje na TV Cultura um programa infantil, chamado de Castelo Ratimbum, que obviamente tem o significado de “Castelo da Maldição”.
Precisamos vigiar mais, pois até a Bíblia diz que o povo de Deus perece por falta de conhecimento.
Como podemos cantar felicitando uma pessoa e depois amaldiçoá-la?
Tomemos muito cuidado!!!
Observe que detalhe sutil: depois de dizer a palavra Ratimbum, pronuncia-se o nome do aniversariante várias vezes.Quantas vezes você já cantou para as pessoas:
” É BIG, É BIG (é grande, é grande), É HORA, É HORA (neste momento; nesta ocasião):
RA-TIM-BUM (EU AMALDIÇOO VOCÊ), Fulano, Fulano, Fulano”. Será que era isso mesmo que você queria dizer?
Repasse este e-mail para outros, para que conheçam e não mais repitam palavras sem saber o significado, a origem e o que está por detrás delas. Eu nòa mais canterei nunca essas palavras.
O Significado Verdadeiro da Palavra Rá-Tim-Bum
Pesquisei a origem da palavra Rá tim bum, que é um termo brasileiro e não de origem Persa… caso contrário ela existiria em outros idiomas também. Nâo há nenhum fundamento (livros, instituições, etc…) sobre o texto. Segue abaixo um texto fundamentado na FAPESP, o maior órgão de pesquisa do nosso País. Abra este link abaixo, que é demorado, pois são 6,5 MB de texto… é gigante e lá está a nossa história, muito bonita… localize o termo “Rá-tim-bum”
Conforme a pesquisa, não há nada que comprove esta teoria do RÁ-TIM-BUM significar maldição, lembrando que os textos que fazem referência a esse fato carecem de informações básicas tais como: livro extraído, data de publicação, não sendo assim, de fonte confiável.
E se essa é uma palavra de encantamento dos magos Persas porque só existe no Brasil?
Segundo o Dicionário Etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa, a palavra RATIMBUM é uma onomatopéia, é a imitação de um som. Neste caso o som emitido por uma bandinha de circo ou uma fanfarra quando quer chamar a atenção sobre uma finalização de uma apresentação. A caixa faz TARARÁ!, os pratos fazem TIM!, e o bumbo faz BUM! – TARARÁ TIM BUM, para tornar a palavra mais curta e fácil de falar elipsaram o TARA… e ficou só o RÁ, RA-TIM-BUM, com três sílabas de bom efeito sonoro.
Conforme pesquisa publicada na revista da FAPESP “é pique, é pique, é hora, é hora, é hora, rá-tim-bum”, um bordão, incorporado no Brasil ao Parabéns a você, é uma colagem de bordões dos pândegos estudantes das Arcadas da década de 1930.
“É pique, é pique” era uma saudação ao estudante Ubirajara Martins, conhecido como “pic-pic” porque vivia com uma tesourinha aparando a barba e o bigode pontiagudo.”
“É hora, é hora” era um grito de guerra de botequim. Nos bares, os estudantes eram obrigados a aguardar meia hora por uma nova rodada de cerveja – era o tempo necessário para a bebida refrigerar em barras de gelo. Quando dava o tempo, eles gritavam: “É meia hora, é hora, é hora, é hora” .
“Rá-tim-bum”, por incrível que pareça, refere-se a um rajá indiano chamado Timbum, ou coisa parecida, que visitou a faculdade – e cativou os estudantes com a sonoridade de seu nome. O amontoado de bordões ecoava nas mesas do restaurante Ponto Chic, com um formato um pouco diferente do que se conhece hoje:”
“Pic-pic, pic-pic; meia hora, é hora, é hora, é hora; rá,já, tim, bum”.
Como isso foi parar no Parabéns a você?
“Os estudantes costumavam ser convidados a animar e prestigiar festas de aniversário. E desfiavam seus hinos”, conta o atual diretor da faculdade, Eduardo Marchi, de 44 anos, que relembrou a curiosidade em seu discurso de posse, dois anos atrás.”
Fonte(s): http://www.revistapesquisa.fapesp.br/Sup… páginas 56 e 57
agosto 16, 2011 at 10:50 am
E aí, tudo bem?
Esses dias perguntei sobre o Kendo, q vc disse q andava praticando, daí queria saber como andam as aulas, em quais horários, os dias e tudo mais. Fico meio receoso de voltar, pq faz muito tempo q nao pratico. Qualquer coisa, se puder, me manda a resposta por e-mail,blz ?
Até mais,valeu.
agosto 16, 2011 at 11:01 am
Mandei email pra vc!