Por mais que o universo seja imenso, muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido. Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais é uma grande idéia. Muitas pessoas eram más, e a maioria delas era muito infeliz, mesmo as que tinham relógios digitais.
Levando esse post mais parecido com os do meu colega de trabalho, Fred Fagundes do QMaT e precisando atualizar esse espaço mal visitado, pensei “o que mais me deixou agoniado uma certa época da minha vida?”.
Bom, como alguns sabem sou apaixonado (ui!) pela cultura japonesa, desde suas mulheres lindas, a gastronomia e as artes marciais e estilo de vida, uma delas é os animes e mangás, tanto os antigos quanto os atuais, alguns marcaram gerações e, as pessoas que nasceram na década de 80 e viveram sua infância/pré-adolescencia na década de 90 foram marcadas pelo anime/mangá Dragon Ball Z.
Pois bem, alguns devem se lembrar de como éramos (pelo menos eu e muitos amigos e colegas) vidrados nesse seriado, único, fenomenal, levou uma geração de fãs tupiniquins a adquirirem e consumirem tudo que fosse da temática. Mestre Akira Toriyama sabia que tinha criado um mundo onde muitos entrariam e sairiam de lá marcados para todo o sempre.
Mas uma coisa que eles – os japoneses – sabem fazer em seus animes é a arte de “fillar”, embromar, enrolar ou qualquer outro tema que te faça ficar na expectativa por horas, dias e semanas e, Dragon Ball Z, foi um marco na história de muitos Brasileiros, Goku – seu principal personagem cresceu e vejam só, tem um filho, Gohan – mas, mais informações sobre isso vocês encontram pela internet, não vou delongar tanto! Vamos direto ao ponto!
Goku X Freeza – sim peregrinos esse é o ponto. Essa luta marcou a todos os brasileiros que ficavam suas tardes em casa esperando começar aquele programa da Band (eu assistia na Band, não sei vocês) ao qual não me lembro o nome e tinha uma apresentadora japa linda “bacarai”! Então, vocês se lembram?

Depois de muito blá blá blá, mortes, cenas engraçadas das Forças Especiais Gyniu, mais blá blá blá e mais mortes, blá blá blá Guaraná com rolha ficam somente Gokou, em sua forma Super-Sayajin-fodônico e Freeza que num ato de loucura e apelação total atinge o núcleo do planeta e fala pro Lourão arrupiado do Goku que só tem 5 minutos pra ele vencer ou morrer pelas mãos dele ou no planeta. É aí meu caros, que nos prendemos todas as tardes em frente a TV esperando a tal luta de 5 minutos que totalizando foram (levando em consideração que eu assistia na Band) 3 semanas e 15 episódios de 30 minutos cada o que leva a um total de 450 minutos grudado ali na caixinha mágica de imagens esperando o puto do Freeza se matar com seu poder.
Fiquei exatamente essas 3 semanas ali sem perder sequer um segundo e sei que muitos também ficaram e, com certeza esse foi os 5 minutos mais longos na vida de um fã de Dragom Ball Z, o resto é fichinha, pois aquele episódio era um marco para a história do anime, era onde os herói descobria um novo poder, muito maior e mesmo sem acreditar que poderia usá-lo e ele conseguiu – é claro que seus parceiros de batalha morreram.
Toriyama-Sensei fez com que muitos brasileiros ficassem grudados na TV por muuuuuuuito tempo! Ô Japônes Fiaduma@#$%, mas que valeu, valeu.
Esse post vai em homenagem aos peregrinos que perderam 3 semanas esperando pelo fim da batalha e também para o Matheus, colega de trampo lá da Bahia que me incentivou e me fez lembrar desse fato.
Você e Eu, Senhor. Você e Eu.
“Vamos lá buscar as esferas do Dragão…” ou melhor “Chalá! Hey Chalá….”