Dezembro 2008


testa

Olá peregrinos! Como estão? Fim de ano chegando, eu abandonei mais uma vez esse espaço, mas quando retorno, é sempre com novidades! E adivinha!? Hoje tem novidade! É meus caros, meus amigos viajaram e eu fiquei, fim de ano sem grana, vou ter que ficar em casa e escrever, então fazer o que? Por mais que o universo seja imenso, muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido. Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais é uma grande idéia. Muitas pessoas eram más, e a maioria delas era muito infeliz, mesmo as que tinham relógios digitais.

Ontem (27/12) fui com um amigo/primo/irmão de infância comer algo por Cuiabá, trocar umas idéias e xingar um ao outro (o que é muito comum entre eu e ele), depois de rodar metade do Centro da cidade, resolvemos ir a um restaurante de comida japonesa – pra variar um pouco, não é? Peregrino Samurai (¬¬) – Pois bem, fui por curiosidade e indicação de um colega de trabalho (Rafitcha) ao Soba e Yaki, fica ali na Miranda Reis, ao lado da delegacia metropolitana. – Aí, mais uma vez vocês devem estar se perguntando, “Porra, Peregrino e daí?” e daí que depois de algumas frustrações gastronômicas que tenho passado ultimamente, resolvi colocar aqui neste espaço um pouco da minha crítica alimentícia, porque um dos meus esportes sedentário favorito é encher a pança de guloseimas, apesar de ser magro!

Então conversando com ele e com a minha “poder superior”, eles me ajudaram a colocar os critérios e a pontuação de cada lugar que eu visitei ou visitarei que explicarei a seguir:

1º – Local: O ambiente tem que ser legal, temático ou aconchegante, eu digo que é frescura de Cuiabano, mas se você chega em um lugar que já te faz se sentir bem só de entrar, com certeza se sai dali satisfeito.

2º – Atendimento: Qualquer restaurante que seja desde a pastelaria do chinês ao Restaurant Chez’ Babbett (ranquei essa do fundo do baú!) se o atendimento é bom, a comida com certeza terá um gosto especial.

3º – Qualidade: O sabor, o tempero, a comida, a textura, qualquer coisa que lhe faça encher a boca d’água tipo o Hommer. Com certeza é esse o grande fator e maior responsável pela nota final dos pontos que citarei futuramente.

4º – Quantidade: nem preciso dizer aqui que o tamanho conta e muito na avaliação, ou você que comer comida chique e sair de lá arrotando em francês? Cuiabano come, eu pelo menos não como pouco.

5º – Preço: Por fim, pagar o certo e equivalente por todos os outros requisitos supracitados contam muito, a proporção das quatro primeiras deve valer a pena não adianta pagar muito e passar fome, ser mal atendido e toda hora um inseto de luz cai na sua comida.

Pra cada critério uma nota de 1 a 5 (nem preciso explicar que quanto maior a nota melhor pô!) e no fim a média final e alguns comentários.

Vistos os requisitos acima – quem tiver alguma sugestão de requisitos para melhorar e dinamizar os existentes deixa nos comentários que, sendo aprovado, estará entre eles =P – vamos agora a participação dos nosso queridos leitores! (Uuuia!!) Sim, no fim de cada descrição minha colocarei uma enquete para saber como vocês avaliam o local mencionado.

E pra começar hoje falaremos do Serra Restaurante.

serra

Cinco ex-bancários ( Éder, Joana, Suely, Sônia e Célia) vindos do Paraná para pesquisar alternativas de negócio, quando perceberam a inexistência de restaurantes à quilo na cidade, não tiveram dúvidas – ali estava a oportunidade que buscavam. Investiram suas indenizações e todos os recursos de que dispunham – assim foi inaugurado em 12 de agosto de 1991 o primeiro restaurante Serra em Cuiabá, na rua Barão de Melgaço. Dali em diante não parou mais de crescer. Não se limitaram apenas a refeições a quilo, buscaram outras alternativas : refeições industriais, pratos a la carte, comida chinesa, serviço de entrega em domicílio e recentemente o rodízio de pizzas. 

(trecho copiado descaradamente do site deles)

Avaliação:

1º – Local: Hoje o Restaurante Serra conta com várias lojas, a da Barão de Melgaço continua lá, a pioneira, passou por reformas no decorrer dos anos de usa existência e lembro-me que já fui no antigo Serra 2 – que era a uma quadra da minha casa, na mesma rua – mas falando do atual e deixando o passado, o Serra da Barão (vou chamar assim!) tem um ambiente pequeno se comparado ao dos Shoppings, mas atende uma clientela fiel e que procura um ambiente tranqüilo pra almoçar (sim, me parece que atende aos trabalhadores da redondeza) tem um jardim interno com cascata e climatizado, ambiente legal e tranqüilo pra almoçar, tem pouco espaço e conta apenas com sistema Self-service (voltada apenas pro horário de almoço). Nota para essa loja 4,0.

As lojas do Shoppings são maiores e trabalham tanto almoço quanto janta e oferecem serviço diferenciado da primeira, com ambiente amplo, telões espalhados pelo salão e Buffet interessante, sushi bar,  pizzaria com Forné a lenha e Buffet de massas em locais estratégicos chama o cliente para o espaço. Nota para as duas lojas, 5,0.

2º – Atendimento: aqui fica um impasse pois no Serra 1 – da Barão – eu nem cheguei a almoçar, entrei mas tive que sair pois recebi uma chamada e deixei meu almoço pro espaço, então minha avaliação vai pra loja dos shoppings, na do 3 Américas o pessoal atende bem, lá tem o Brasil – garçom gente boa e animado, sempre disposto a lhe atender, no do Pantanal tem o Marcio (ou seria Mauro) que também manda bem no atendimento e não falha com os clientes. Nota para  Atendimento, 4,5.

3º – Qualidade: nem preciso dizer, pelo menos quatro vezes por mês vou lá pra comer um rodízio de pizza, massas e saladas e Peregrinos, saio de lá feliz, comida impecavelmente saborosa, o pessoal trabalha pra te satisfazer, rigoroso sistema de qualidade e higiene – tanto que a pizzaria e a cozinha de massas estão expostas para os clientes verem a preparação de seus pedidos. Nota 4,5.

4º – Quantidade: aqui também é uma coisa meio 8/80 no rodízio de pizzas você se esbalda com as deliciosas pizzas, porém nas massas (pelo menos nos rodízios) a quantidade é menor, mas como você pode comer várias vezes e pagar o mesmo preço, ponto positivo e nota mais que merecida, 4,5.

5º – Preço: O preço que você paga é pelo que você come, tirando os pratos mais finos, a La carte, o preço vale por todos os outros requisitos, nota 4,5.

Media final: 4,5 – Com certeza um lugar que você pode chegar com a fome que for você sai satisfeito e sempre volta lá algum dia do mesmo mês – pelo menos. O Serra com certeza manda bem! Não é a toa que está até hoje no ramo e só se aperfeiçoando e crescendo.

Agora é com vocês Peregrinos, que notas vocês dão ao Serra?


 

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“Muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido. Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais é uma grande idéia. Muitas pessoas eram más, e a maioria delas era muito infeliz, mesmo as que tinham relógios digitais.”

As poucas pessoas que me conhecem pessoalmente sabem que tenho um gosto particular e diferente para um descendente de italianos, a cultura nipônica me fascina desde muito pequenino! Samurais, ninjas, sushi, katanas, shurikens, mangás, animes e etc. Mas, vocês devem estar perguntando: “O Peregrino, o que eu a tenho a ver com isso?”. Jovens peregrinos, vocês não tem anda a ver mesmo, é só uma pequena introdução para o novo post sobre uma de minhas paixões, logo após mulher, cerveja e games, a Cultura Japonesa.

Hoje falarei um pouco sobre os samurais, com informações obtidas na aula especial do Sensei Eduardo Luna  - professor de Kendo e presidente da ACK – Associação Cuiabá de Kendo  - que ele ministrou na UNIC no dia 04/11/2008. E algumas informações que garimpei em livros e internet.

Falarei hoje dos Samurais.

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A palavra Samurai vem do verbo Saburai que significa “aquele que Server ao senhor”. Os samurais, como classe de status, dominaram por cerca de 700 anos a história do Japão. Os samurais exerceram diferentes funções em determinadas épocas, passando de duelistas à soldados de infantaria da corte imperial.

Inicialmente, os samurais realizavam atividades minoritárias muitos como cobradores de impostos e servidores da corte imperial. Com o passar do tempo, o termo samurai foi sancionado e os primeiros registros, datado do século 10, situando-os ainda como guardiões da corte imperial, em Kyoto e como membros de milícias particulares a mando dos Daimyo, os senhores feudais. Nessa época, qualquer cidadão poderia tornar-se um samurai. Este cidadão por sua vez, teria que se engajar nas artes militares para então, por fim, ser contratado por um senhor feudal ou daimyo, mas enquanto isso não acontecia, esses samurais, eram chamados de ronin.

Na Era Tokugawa por volta de 1603, quando os samurais passaram a constituir a mais alta classe social (bushi), não era mais possível a um cidadão comum, tornar-se samurai, pois o título tomou por ser passado de geração em geração. Só um filho de samurai poderia tornar-se samurai e este tinha direito a um sobrenome. Desde o surgimento dos samurais, só estes tinham direito a um sobrenome, mas com a ascensão dos samurais como uma elite guerreira sob os auspícios da corte imperial, todos os cidadãos passaram a ter um sobrenome.

Desta época em diante, a posição do samurai consolidou-se como um grupo seleto da sociedade. Armas e armaduras que usavam eram símbolos de sua distinção e a manifestação de ser um samurai, mas para armar um samurai era necessário mais que uma espada e uma armadura. Parte de seu equipamento, era psicológico e moral, eram regidos por um código de honra muito precioso, o bushido (o “caminho do guerreiro”), no qual a honra, lealdade e coragem eram os princípios básicos. A espada era considerada a alma do samurai. Todo samurais, portava duas espadas presas ao Obi (faixa que segura o quimono), o katana (espada longa – de 60 a 90 cm de lâmina) e wakisashi (de 30 a 60 cm), essas espadas eram o distintivo do samurai.

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Por não temerem a morte, pois os samurais a considerava uma conseqüência normal, morrer com honra defendendo seu senhor, ou defendendo a própria reputação e o nome de seus ancestrais. Se viessem a falhar ou cometessem um ato de desonra para si próprio, manchando o nome de seu senhor ou familiares, o samurai era ensinado a cometer o Harakiri ou Seppuku, ritual de suicídio através do corte do ventre. Já matar fazia parte de suas obrigações.

Alguns senhores feudais, caso morressem por incapacidade de seu samurai o defendê-lo este, era instruído a praticar o harakiri. Entretanto, se a morte do Daymio não estivesse relacionada à ineficiência ou falta de caráter do samurai, este se tornava um ronin, um samurai sem um senhor para servir, um desempregado. Muitos destes samurais não conseguindo ser contratado por outro senhor e não tendo quem provesse seu sustento, freqüentemente tinha que vender sua espada para poder sobreviver ou se entregar ao bandidismo.

Nos campos de batalha assim como em duelos, os combatentes enfrentavam-se como verdadeiros cavalheiros. Na batalha, um guerreiro costumava galopar até a linha de frente inimiga para anunciar sua ascendência, uma lista de feitos pessoais, bem como as façanhas do seu exército ou de seu clã. Depois de encerrada tais bravatas é que os guerreiros atacavam-se. O mesmo acontecia num duelo. Antes de entrar em combate, os samurais se apresentavam, reverenciavam seus antepassados e enumeravam seus feitos heróicos para depois entrarem em combate.

Os generais samurais praticavam caligrafia, arranjos florais e tocavam uma espécie de alaúde. Mas de todas essas atividades, a que mais os envolviam era a cerimônia do chá. Por volta do século XIII, monges zen-budistas introduziram os rituais do chá no Japão. A cerimônia do chá é uma atividade espiritual e durante o raro momento de trégua da guerra, os samurais vinham às salas de chá pra relaxar e apreciar o momento.

O estilo de vida e a tradição militar dos samurais dominaram a cultura japonesa durante séculos, e permanecem vivos no Japão até os dias de hoje. Milhões de crianças em idade escolar ainda praticam as habilidades clássicas do guerreiro, entre elas a esgrima (kendo), arco-e-flecha (kyudo) e luta corporal desarmada (jiu-jitsu, aikido). Estas e outras artes marciais, fazem parte do currículo de educação física no Japão atual.

Hoje o espírito samurai continua vivo na sociedade. E se dissemina através de pessoas que querem mostrar a arte nipônica como um caminho para o bem espiritual e corporal. Como o próprio Luna-Sensei disse: “o Caminho é sem fim, é pro resto da vida!”


あなたと私、だんな.  あなたと

Anatato watashi, danna. Anatato watashi.

Você e Eu, Senhor. Você e eu!

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Estava fuçando nos meus arquivos, achei uma tradução que fiz a muito tempo atrás, as traduções sempre me foi um meio mais fácil de apreder outra língua, não sou lá um poliglota, mas sobrevivo no meio ao qual consigo me comunicar. Por isso sempre achei que traduzindo textos e músicas que encontrava aumentava ainda mais meu conhecimento.

Essa tradução teve como inspiração uma pessoa que está lá longe! Muito longe! mas não tão longe quanto aquela bolinha, muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, onde há um pequeno sol amarelo e esquecido. Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais é uma grande idéia. Muitas pessoas eram más, e a maioria delas era muito infeliz, mesmo as que tinham relógios digitais.

Logo, já faz um tempo que não atualizo isso aqui, então, aproveitem, irei bem ali me enforcar num pé de cebola!

 

Despedaçado

Eu queria que você soubesse que eu amo seu jeito de sorrir

Eu quero te abraçar bem forte e tirar sua dor

Eu guardo sua fotografia; eu sei que ela me faz bem

Eu quero te abraçar bem forte e tirar sua dor


Pois eu fico arrasado quando estou sozinho

E eu não me sinto bem quando você vai embora

Você se foi

Você não me sente aqui, não mais


O pior já acabou e nós podemos respirar de novo

Eu quero te abraçar bem forte e tirar minha dor

Ainda há muito o que aprender e ninguém mais para brigar

Eu quero te abraçar bem forte e tirar sua dor


Pois eu fico arrasado quando estou aberto

E eu não sinto que sou forte o suficiente

Pois eu fico arrasado quando estou sozinho

E eu não me sinto bem quando você vai embora


Pois eu fico arrasado quando estou sozinho

E eu não me sinto bem quando você vai embora

Você se foi

Você não me sente aqui, não mais

 

Você e eu Senhor! Você e eu!