Olá Peregrinos, como disse a vocês, depois que a sessão cultura foi adicionada a este blog, os post começarão a ser mais freqüentes (por um tempo).
É gente, tudo isso e um pouco mais vocês encontram somente aqui, muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido. Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais é uma grande idéia. Muitas pessoas eram más, e a maioria delas era muito infeliz, mesmo as que tinham relógios digitais.
(é isso aí! Mudei a intro dos textos =P)
Enquanto nos “Esteiti” as pessoas hoje comemoram o “Dia das Bruxas”, poucos seres aculturados desconhece que o dia 31 de outubro é o dia do nosso mais conhecido personagem folclórico o Saci Pererê (Yaci-Yaterê em guarani), um ícone imortalizado por Monteiro Lobato em suas histórias, principalmente “Sítio do Picapau Amarelo”.
A lenda mais popular e conhecida pela maioria dos brasileiros natos é, com certeza, a do Saci Pererê. Um negrinho que, no início da popularização e criação da lenda era um índio “perneta” endiabrado (possuído, talvez?!) e até um rabo possuía! Com o tempo e a influência dos negros africanos no Brasil passou de um bronzeado para um negro que perdeu uma das pernas numa luta de capoeira e o pito (cachimbo africano) e também da superstição e medo dos europeus recebeu o píleo ou gorro na cor vermelha
A lenda diz que o Saci está nos redemoinhos de vento, e que pode ser capturado ao se jogar uma peneira sobre o redemoinho. Depois de retirar o capuz da criatura para garantir sua obediência, guarda-se ele numa garrafa. Atravessando lenda do Saci Pererê para os tornados coloca-se a simbologia desse fenômeno que transpuseram décadas, passadas de geração em geração através de histórias infantis.
Posteriormente e, através de Monteiro Lobato foi considerado uma figura brincalhona, que se diverte com os animais e pessoas, fazendo pequenas travessuras que criam dificuldades domésticas, ou assustando viajantes noturnos com seus assobios. A lenda existe desde o fim do século XVIII.
Algumas comunidades quilombolas atribuíram ao Saci o título de “divindade”, pois acredita que ele tem sabedoria e conhecimento no manuseio de tudo que estava relacionado às plantas medicinais, sendo o guardião da sabedoria e técnica de preparo e uso de chás, mezinhas, beberagens e outros medicamentos feitos a partir de plantas. Também é atribuído a ele o domínio das matas onde guardava estas ervas sagradas, confundindo as pessoas que não pediam a ele a autorização para a coleta destas ervas.
Segundo o Wikipédia:
O primeiro escritor a se voltar para a figura do Saci-Pererê foi Monteiro Lobato, que realizou uma pesquisa entre os leitores do jornal O Estado de S. Paulo, colhendo depoimentos sobre o nosso trickster. O resultado foi publicado (1918) em forma de livro: O Sacy-Pererê – resultado de um inquérito; além de publicar O saci – obra-prima sobre o folclore brasileiro – Lobato utilizou a figura do simpático diabrete no conto Pedro Pichorra, em que um menininho se vê confrontado com o seu medo ao Saci. Imortalizado nas histórias contadas à beira das fogueiras nas cidades do interior do Brasil, o Saci ganhou um novo e importante aspecto cultural nos livros de Monteiro Lobato e nas histórias em quadrinhos de Ziraldo, criador da Turma do Saci Pererê, alcançando desta forma, também as crianças da cidade grande. Figura ainda em muitas histórias do Chico Bento, personagem criada por Maurício de Sousa, típico caipira do interior paulista.
Com a contribuição destes escritores o mito do Saci sobrevive à invasão das culturas estrangeiras amplamente divulgadas pela mídia.
Com a transposição dos textos de Lobato para a Televisão, o Saci deixou o imaginário para ser personificado numa figura de carne e osso.
Em 2005 foi instituído o Dia do Saci no Brasil, comemorado no dia 31 de outubro, a fim de restaurar as figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao Halloween.
Então “gente” vamos parar de comemorar uma data que nem nossa é dar créditos ao perneta mais querido do Brasil!
Gritemos todos juntos e pulemos num pé só!
Halloween o caralho! Viva o Saci!

