Outubro 2008


Olá Peregrinos, como disse a vocês, depois que a sessão cultura foi adicionada a este blog, os post começarão a ser mais freqüentes (por um tempo).

É gente, tudo isso e um pouco mais vocês encontram somente aqui, muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido. Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais é uma grande idéia. Muitas pessoas eram más, e a maioria delas era muito infeliz, mesmo as que tinham relógios digitais.

(é isso aí! Mudei a intro dos textos =P)

Enquanto nos “Esteiti” as pessoas hoje comemoram o “Dia das Bruxas”, poucos seres aculturados desconhece que o dia 31 de outubro é o dia do nosso mais conhecido personagem folclórico o Saci Pererê (Yaci-Yaterê em guarani), um ícone imortalizado por Monteiro Lobato em suas histórias, principalmente “Sítio do Picapau Amarelo”.

A lenda mais popular e conhecida pela maioria dos brasileiros natos é, com certeza, a do Saci Pererê. Um negrinho que, no início da popularização e criação da lenda era um índio “perneta” endiabrado (possuído, talvez?!) e até um rabo possuía! Com o tempo e a influência dos negros africanos no Brasil passou de um bronzeado para um negro que perdeu uma das pernas numa luta de capoeira e o pito (cachimbo africano) e também da superstição e medo dos europeus recebeu o píleo ou gorro na cor vermelha


A lenda diz que o Saci está nos redemoinhos de vento, e que pode ser capturado ao se jogar uma peneira sobre o redemoinho. Depois de retirar o capuz da criatura para garantir sua obediência, guarda-se ele numa garrafa. Atravessando lenda do Saci Pererê para os tornados coloca-se a simbologia desse fenômeno que transpuseram décadas, passadas de geração em geração através de histórias infantis.

Posteriormente e, através de Monteiro Lobato foi considerado uma figura brincalhona, que se diverte com os animais e pessoas, fazendo pequenas travessuras que criam dificuldades domésticas, ou assustando viajantes noturnos com seus assobios. A lenda existe desde o fim do século XVIII.

 

Algumas comunidades quilombolas atribuíram ao Saci o título de “divindade”, pois acredita que ele tem sabedoria e conhecimento no manuseio de tudo que estava relacionado às plantas medicinais, sendo o guardião da sabedoria e técnica de preparo e uso de chás, mezinhas, beberagens e outros medicamentos feitos a partir de plantas. Também é atribuído a ele o domínio das matas onde guardava estas ervas sagradas, confundindo as pessoas que não pediam a ele a autorização para a coleta destas ervas.

Segundo o Wikipédia:

O primeiro escritor a se voltar para a figura do Saci-Pererê foi Monteiro Lobato, que realizou uma pesquisa entre os leitores do jornal O Estado de S. Paulo, colhendo depoimentos sobre o nosso trickster. O resultado foi publicado (1918) em forma de livro: O Sacy-Pererê – resultado de um inquérito; além de publicar O saci – obra-prima sobre o folclore brasileiro – Lobato utilizou a figura do simpático diabrete no conto Pedro Pichorra, em que um menininho se vê confrontado com o seu medo ao Saci. Imortalizado nas histórias contadas à beira das fogueiras nas cidades do interior do Brasil, o Saci ganhou um novo e importante aspecto cultural nos livros de Monteiro Lobato e nas histórias em quadrinhos de Ziraldo, criador da Turma do Saci Pererê, alcançando desta forma, também as crianças da cidade grande. Figura ainda em muitas histórias do Chico Bento, personagem criada por Maurício de Sousa, típico caipira do interior paulista.

Com a contribuição destes escritores o mito do Saci sobrevive à invasão das culturas estrangeiras amplamente divulgadas pela mídia.

Com a transposição dos textos de Lobato para a Televisão, o Saci deixou o imaginário para ser personificado numa figura de carne e osso.

Em 2005 foi instituído o Dia do Saci no Brasil, comemorado no dia 31 de outubro, a fim de restaurar as figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao Halloween.

[Fontes: Aqui e aqui]

Então “gente” vamos parar de comemorar uma data que nem nossa é dar créditos ao perneta mais querido do Brasil!

Gritemos todos juntos e pulemos num pé só!

Halloween o caralho! Viva o Saci!

O que seria do ser humano – aqui chamado de  GENTE – sem encontrar seu outro “eu”? É gente, aqui é assim, vocês já devem saber de ode estou falando… sim!

Somente aqui! Nesse lugar longe de tudo, num cantinho da galáxia, escondido, entre coisas brilhantes e outras totalmente apagadas, mais especificamente naquela bolinha sem brilho, azul, num canto esquecido daquela coisa brilhantemente gigante, transladando elipticamente em volta de bola de fogo a uma distância de alta probabilidade (¬¬) de vida!

Sempre é surpreendente quando (Adivinha quem é?) a VIDA nos faz sentir coisas e fazer coisas que nos levam a lugares e a encontrar, interagir e fazer parte de pessoas que menos pensamos em fazer qualquer coisa. Aí a gente vai e bota a culpa no DESTINO, que não tem nada a ver com o pandeiro furado e fica por isso mesmo. Mas não estou aqui para reclamar dos meus maiores inimigos, e sim pra falar que em mais uma vez isso aqui vai ficar meio parado!

Mentira! Na verdade vim aqui para dizer-lhes que minha vida (a minha vida, não aquela VIDA) está mais “divertida, explosiva, ditongo, tritongo, pronome pessoal do caso reto”. Sim, agora tenho uma peregrina linda junto de mim, uma baixinha loquinha, que não sei o que que viu nesse peregrino aqui e agora estamos juntinhos =P.

Engraçado foi como nos conhecemos, estranho é nossa amizade e totalmente esquisito foi nosso envolvimento, talvez por isso estamos até hoje juntos, por que além de tudo, somos mais que namorados, somos amigos e companheiros, brincamos e pensamos em tudo e em qualquer coisa, lemos os pensamentos um do outro, sincronia e sintonia, sinestesia e telepatia. Vocês podem pensar que é apenas paixão. Eu digo que é mais que isso, digo que é pergunta para a resposta fundamental que muitos de nós ja conhecemos (42). 

O que importa é que agora estou feliz! Com minha baixinha linda e fofinha!

Baixinha linda, esse post (há muito tempo como rascunho e só agora no ar) é pra vc!

Você e eu, Chii! Você e eu!

 

 

Olá peregrinos, hoje vou iniciar algo um pouco mais inútil útil nesse blog. É! senhoras e senhores estarei colocando assuntos curiosos que estarei pesquisando, resenhas e críticas de livros que li ou estou lendo e, claro, histórias mirabolantes dos feitos mais esquisitos ou não desse nosso mundinho esquecido num canto qualquer do espaço. Ah! As aventuras do Peregrino continua, aguardem!

É peregrinos, nesse lugar longe de tudo, escondido, entre coisas brilhantes e outras totalmente apagadas, mais especificamente naquela bolinha sem brilho, azul, num canto esquecido daquela coisa brilhantemente gigante, transladando elipticamente em volta de bola de fogo a uma distância de altíssima probabilidade (Probabilidades! Probabilidades! Probabilidades! Probabilidades!) de vida!

E como todas essas vidas são geralmente “gente” e essas “gentes” adoram fazer coisas absurdas, muitas delas é escrever teorias mirabolantes e algumas até plausíveis e de alta credulidade, embasamento e influência. Aqui começa a Saga de falar um pouco do escritor que me influenciou em 90% a começar a escrever e criar este blog.

Douglas Noël Adams (1952 —2001) escritor inglês que criou muitas teorias sem nexo ou lógica, mas que continha a mais pura lógica no raciocínio espacial, com seu humor sarcástico e cheio de mensagem ativista, escreveu um dos melhores livros que li nessa minha vida de peregrinagem: O Guia do Mochileiro das Galáxias. O que poucos sabem (??) é que também escrevia esquetes para o tão famoso programa de comédia britânica Monty Python’s Flying Circus, junto com os integrantes desse grupo de humor nonsense.

Douglas Adams tinha um humor único onde testava a inteligência de seus receptores, sempre fazendo pensar sobre as coisas em volta e o cotidiano de um jeito quase que totalmente bizarro ou esquisitamente lógico.

Os fãs e amigos de Adams o descreveram também como um ativista ambiental, um assumido ateísta radical e amante dos automóveis possantes, câmeras, computadores Macintosh e outros ‘apetrechos tecnológicos’. O biólogo Richard Dawkins dedicou-lhe seu livro The God Delusion e nele descreve como Adams compreendeu a teoria da evolução e, conseqüentemente, tornou-se um ateísta. Adams era apaixonado por novas tecnologias, tendo escrito sobre email e usenet antes de tornarem-se amplamente conhecidos. Até o fim de sua vida, Adams foi um requisitado professor de tópicos que incluíam ambientes e tecnologia.

Douglas Adams deixou a terra em busca de Magrathea em maio de 2001, quatro anos antes do lançamento da adaptação cinematográfica do primeiro livro, como uma espécie de “produtor honorário”, pois ele ajudou no filme, mas foi pego por um fator de improbabilidade infinita e partiu na nave “Coração de Ouro” antes que o mesmo fosse finalizado.

Existem datas em que se homenageiam este ilustríssimo escritor, mas estas eu comento outra hora, agora, devo pegar uma carona pra Betelguese!

Até logo e obrigado pelos peixes!

Muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido.

Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais são uma grande idéia. Este planeta tem ― ou melhor, tinha ― o seguinte problema: a maioria de seus habitantes estava quase sempre infeliz. Foram sugeridas muitas soluções para esse problema, mas a maior parte delas dizia respeito basicamente à movimentação de pequenos pedaços de papel colorido com números impressos, o que é curioso, já que no geral não eram os tais pedaços de papel colorido que se sentiam infelizes.

E assim o problema continuava sem solução. Muitas pessoas eram más, e a maioria delas era muito infeliz, mesmo as que tinham relógios digitais.”

[trecho inicial do Guia do Mochileiro das Galáxias]


Você eu, Doug! Você e eu!

Você eu, Senhor! Você e eu!

 

“Há uma teoria que diz que se um dia alguém descobrir exatamente qual é o propósito do Universo e por que ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituído por algo ainda mais bizarro e inexplicável.

Há uma outra teoria que diz que isso já aconteceu.”

 

 

Você e eu, Senhor. Você e eu.