Junho 2008


O que leva dois seres a viver tão intensamente coisas tão simples em pequenos encontros aleatoriamente colocados no tabuleiro da Vida pelo Destino?

Seria isso a essência que faltava na caminhada da alma de tais seres que vizeram com que eles se vissem juntos, porém esta união apenas ficava no pensamento de ambos, subentendido, como uma idéia que existe na cabeça e não tem a obrigação de acontecer ainda?

Somente aqui! Nesse lugar longe de tudo, escondido, entre coisas brilhantes e outras totalmente apagadas, mais especificamente naquela bolinha sem brilho, azul, num canto esquecido daquela coisa brilhantemente gigante, transladando elipticamente em volta de bola de fogo a uma distância de alta probabilidade (Probabilidades! AAAAHHHHH! Probabilidades!) de vida!

No dia em que o Peregrino e a Linda Baixinha se conheceram de verdade, algo estranho deveria acontecer! E não é que aconteceu?! Ele chegou atrasado, correndo para guardar seus livros no armário, próximo ao grêmio e a viu conversando com aquele jeitinho rápido de jogar as palavras para seus ouvintes e ela estava falando com colegas em comum do Peregrino. Totalmente preocupado com seus livros que queria guardar e pegar o outro para a próxima aula, seus colegas o chamam para conhecer a linda garota de óculos e aparelhos nos dentes! Eles o apresentaram a ela e, ele a cumprimentou acanhadamente. Ela retorna a conversar rapidamente com os colegas e retorna em minha direção e pergunta:” – Um ou Dois?”

Sem entender muito o porque ou a lógica de tal pergunta respondi de um jeito meio na dúvida: -”Um!?!”. Percebi que, em seu olhos, por trás daquelas lentes, um brilho se esvaía, como se a resposta que queria fosse outra e não a que regurgitei sem pensar! Ela retornou para a orda de amigos e eu fiquei ainda arrumando as coisas no armário logo ela volta novamente, com brilho retomado em seus olhinhos! Mas, antes dela falar qualquer coisa perguntei par aque seria aquela pergunta, qual a lógica, o que são aqueles numeros? ela sorriu timidamente e apenas respondeu que a resposta que eu dei não foi válida pois não poderia ser concretizada… sendo que o elemento 1 estava ocupado demais com outros afazeres e não estaria interessado no assunto que ela tinha, e que elemento 1 afirmou que o elemento 2 seria melhor!

Seus olhos brilhavam mais ainda ao me ver e se dilatavam procurando em mim a resposta de suas dúvidas… sabíamos que queríamos a mesma coisa, estava lançada os dados das nossas vidas e eles estavam juntos e se completando… com o tempo passando, percebemos nossa união, estávamos juntos o dia todo… todos os dias… o tempo todo… todo tempo e, aquela fera que rugia dentro do peregrino, que o fazia ter raiva de si mesmo e de muitos outros alterou-se, transformando-se em algo inexplicável, pois, sempre que se encontrava com a linda baixinha de olhos brilhantes, a fera se acalmava e se tornava harmônico com sua “prisão” no interior do peregrino, no seu peito ele se acalmava ao vê-la chegando sorrindo ao seu encontro. Um encontro que seria repetidas vezes realizado.

Continua…

[...]I could say
The right words
I know I could make you stay
If I could say
The right words
Things would work out all right[...]

Você eu Senhor! Você e Eu!

Mais um dia agitado, mais um dia movimentado, É mais uma vez… Naquela bolinha sem brilho, azul, num canto esquecido daquela coisa brilhantemente gigante, transladando elipticamente em volta de uma bola de fogo, a uma distância de alta probabilidade (ah! As probabilidades! Novamente!) de vida! É! Vida! Poderia reunir tantas coisas boas num dia, numa volta inteiramente boba e idiota que ela dá em torno de si mesma.

 

Descobri hoje que a Vida tem um parceiro ou inimigo, sei lá! Só sei que, esse “coisa” não brinca em serviço e coloca as peças certas no tabuleiro fractal da nossa vida, estou falando do Destino! E com ele descobrimos como o mundo é pequeno! Como alguém que, há muito tempo se Foi, reaparece na nossa vidinha pacata e cotidiana e transforma tudo… Exatamente tudo! Fazendo a gente rir, chorar, brigar, ajudar, esquecer, relembrar, lembrar, lembrar de algo, de alguém, de um lugar, de um sentimento, de uma paixão reprimida… Ou até mesmo revelada!

 

Nesses últimos dias tenho tido contato com uma pessoa especial… Uma Peregrina que, há algum tempo deixou estas “terras de cá”, e foi se aventurar nas terras do norte! O mais ao norte que conseguiu chegar! E por lá ficou até agora! Mas a “téconologia” nos presenteia com o que há de mais moderno e oneroso para que sempre possamos nos comunicar! Desde então temos trocado idéias, fatos e até relembrando velhos acontecimentos de um passado distante!

 

Essa pessoa… Mexeu comigo de um jeito tão incrível, e tão instantaneamente que quando percebi já estava agraciados pelo seu jeitinho, sua voz, seus olhos e sorriso, sua mão! Nossa como eu gostava das mãos dela!

 

Era pequena, não mais que poucos metros, mas era e, continua linda! No momento em que a vi, deixei de acreditar em muitas coisas que meu coração me fazia acreditar para me dedicar somente a acreditar nela, seus olhinhos lindos, atrás daqueles óculos a deixavam com um jeitinho especial, seu modo de falar era contagiante – e como falava rápido – mas mesmo assim contagiante, seu sorriso “metálico” e cheio de elásticos que fez com que ficasse conhecida como “Mulher-aranha” e, que por sorte, não pegou! Mas ficou marcado na memória! E suas mãos, nossa como suas mãos eram lindas, todos os dias dizia a ela alguma coisa somente para poder segurar em suas mãos! Pequenas, macias, cheirosas!

 

E em locais inusitados passamos por muitas coisas, desde “vinho e violão” nas mesinhas e na praça da igreja e pastéis e mini-pizzas na cantina e biombo amarelo! Sempre que podíamos estávamos juntos, apenas para se ter a presença de um ao outro, apenas para ficarmos analisando cada milímetro do sorriso ou brilho nos olhos. Sabíamos que éramos norte e sul e ambos se atraiam, mas a timidez, essa sim, era nossa grande inimiga…

 

To be continued!

 

Você e eu Senhor! Você e eu!

 

[…]

I’m the dog who gets beat

shove my nose in shit

won’t you come and save me

save me

[...]