Bem, depois de muito e muito tempo, alguma coisa viu aquele nada e disse: “Tá aí, vô faze desse nada alguma coisa!” Mexeu daqui, espetou dali, chacoalhou num copo de coquetel e o trem começou a fervilhar e espumar que nem cachorro bravo! Pronto! Tava feito a cagada!
Disso, apareceu umas coisas brilhantes, outras coisas totalmente sem brilho e, mais especificamente uma coisa sem brilho, azul, num canto esquecido daquela coisa brilhantemente gigante, girando em torno de uma bola de fogo a uma distância de alta probabilidade (ah! As probabilidades!) de proliferação de vida! E não é que apareceu vida nessa coisa azul “aluminada“!
Bem, resumindo, veio os “bicho pequeno” depois eles cresceram e viraram os “bicho grande” depois veio uma pedra do céu e matou os “bicho”, mas alguns viveram e cresceram e evoluíram (uia! Pokémons!) e depois veio as “gente” e no meio dessa gente tinha um ser que se destacava no meio da multidão!
Ele num era uma pessoa destacável na verdade, era apenas mais um mortal no meio de um monte de mortais que viviam naquela coisa sem brilho azul que girava em torno da bola de fogo jogada no canto esquecido da cagada feita do nada!
Pobre coitado, (mais pobre do que coitado!), cresceu num lugar inteiramente diferente do que ele sonhava e sonhava, como sonhava… Ainda sonha, sonha muito, muito mesmo! Mas, percebeu que de sonho não se vivia muito e logo quis ser algo grande e alto, mas aí veio a vida e lhe deu a primeira rasteira (essa briga vai ser eterna, a Vida e o mortal), sem ele perceber ou ser avisado, ele tombou!
E se levantou, bateu a poeira, e continuou em frente, sonhando… Mas, sonhava com mais concretização, com mais planejamento e menos fantasia (necessariamente nessa ordem!) estudou e cresceu e viajou… Muito… Muitas vezes sem sair do lugar, viajava em seus pensamentos, no seu mundinho, nas suas estradas!(Fantasiando de novo!). E pegou gosto pelas viagens, em pensamentos e na vida real.
Viajando na vida e nos sonhos ele adquiriu algo que não esperava: amizades, conhecimento e sabedoria (não muita, mas o suficiente!) e, com o tempo, os relatos de suas viagens será mencionadas aqui. A vida de um simples mortal “indestacável” numa coisa sem brilho, azul, num canto esquecido daquela coisa brilhantemente gigante, girando em torno de uma bola de fogo a uma distância de alta probabilidade (ah! As probabilidades novamente!) de proliferação de vida!
“Você e eu, Senhor! Você e eu!”
