Março 2008


Háá! Noite de Sábado, ou sexta, não importa! (não me lembro, isso sim!), mas sei que foi uma noite de aventura!

O Peregrino e uma companheira de peregrinação combinamos de ir a um encontro animado de jovens peregrinos da arte médica de um certo centro de ensino de tal arte, tudo corria muito bem, pessoas para lá e para cá, e mais pessoas chegando e se deleitando ao baconismo onipresente, mas, sem desrespeito visível, é claro!

Lá, o Peregrino, conheceu pessoas que enredavam o circulo de amizade de sua companheira ao qual ela fez questão de levá-lo, pois, o Peregrino acabara de sair de um turbilhão negro, nuvens carregadas e guerras internas! Precisava se animar-se, re-enturmar, precisava de mais um sopro de vida, ao qual seu passado havia-lhe tomado quase tudo! E seguiu!

Nesta noite da qual se podia dizer louca, o Peregrino viu que tudo se animava, era só querer, na noite anterior havia conhecido pessoas especiais que faziam parte do circulo de amizades da sua tão querida Pikena! E isso o animou! Entregou-se a musica ambiente e a animação contagiante que havia no local. Encontrou até pessoas da noite anterior e isso o alegrou ainda mais!

E quanta gente estranha, gente esquisita, já dizia Renato Russo e a Legião Urbana, um monte de vidas (advinha quem ééé!) pessoas mostrando o corpo sarado da malhação, pessoas se revelando outras pessoas, pessoas até confundido o Peregrino como poste de afiar unhas! (pode uma coisa dessas!)

Que pena que numa reunião destas sempre há “gentes” que na verdade não passam de pensam, são pior que lesmas e sempre carregam consigo algo que estraga a alegria alheia! Pois no meio do “fervo” uma discussão entre os “inteligentes” bombados, sobre “meu bíceps é maior” fez com que uma briga acontecesse e algumas pessoas se machucaram sem precisão, na correria de querer se afastar da confusão, resolvido o embate com chegada da segurança, a festa continua até começar um barulho estranho, tiros! (tiro! Onde mano!) ninguém sabia de onde vinham os disparos, mas já estávamos de saída e eu segui protegendo (olha o peregrino de escudo de novo!) uma das colegas da minha companheira de peregrinação enquanto ela seguia logo atrás com outro “colega” (ui!).

Em alguns minutos estávamos rodeando o local da festa, desviando de balas e os tiros não paravam, a linda jovem que me acompanhava começava a se desesperar, pois o medo vem primeiro e de trem-bala (bala! Onde mano!), encontramos uma carruagem e corremos na direção dela abaixados e desviando dos projeteis que insistiam e procuras nosso corpos como alojamento! O cocheiro se esgueirou entre as trilhas logo quando adentramos ao carro e o “colega” (ui!) estava desesperado, pois seu cavalo ficara logo mais a frente e queria parar para pegá-lo, mas o condutor não queria parar, pois tinha medo de ser atingido. Convencendo-o de parar ele pegou seu alazão motorizado e seguiu-nos até um local seguro!

Decidimos fechar a noite de aventuras na taverna, com um lanche reforçado e lembranças da noite de tiros e correria! Mais uma noite pra ficar na história do Peregrino! Mas uma noite que agradece aos seus laços por estar vivo e viver isso tudo! Cada viagem! Cada sonho e cada aventura! E pensar que tudo isso ocorre num lugarzinho sem brilho, azul, num canto esquecido daquela coisa brilhantemente gigante, transladando elipticamente em torno de uma bola de fogo a uma distância de alta probabilidade (ah! As probabilidades novamente!) de proliferação de vida!

Você e Eu Senhor! Você e Eu! (ainda bem!)

E houve um dia em que o Peregrino estava de mal com a vida (olha a Vida aí de novo!), sua semana de peregrinação havia sido tortuosa e dolorida, cheia de desavenças e cobranças pessoais (o Peregrino se cobra o tempo todo!), onde algumas coisas não se encaixavam, mas, estavam ali para serem encaixadas a qualquer custo. Teria ele feito com desleixo se não fosse tão detalhista e teimoso em certos pontos. Conseguiu acertar as coisas, mas outras tiveram que ser sacrificadas para o bem do próprio do Peregrino e, isso, o entristeceu!

Não adiantava a companhia de pessoas especiais, não importava o que lhe acontecia ao redor que lhe agradasse, seu coração estava se sentindo solitário! Por mais que estivesse com seus amigos, o peito espetava-lhe a solidão e a tristeza de um dia de sombras! Forçava sorriso e bons modos (O Peregrino é mal-humorado pra caramba!), queria gritar e sair correndo feito um louco (opa! Louco? Onde?! Eu?!), mas se conteve, guardou tudo na caixa preta que existe dentro de si, para que fosse avaliado caso houvesse algum acidente! E isso trouxe à tona a fera interior que vive dentro de cada um, mas que na pessoa do Peregrino é quase incontrolável e exposta! E tal qual um guerreiro depois de uma fúria repentina acalmou-se e recolheu-se ao seu interior para reflexão e perdão solitário!

Soube de coisas que não gosta, sonhou coisas que não deveria sonhar e isso o enraiveceu! Porém a Vida (de novo!) lhe trouxe uma trégua em uma mão e um açoite em outra, essa trégua teria um preço e seria alto. Mas o teve em seu pensamento, bem lá no fundo do seu coração calejado, algo que o faz esquecer-se de tais perjúrios, algo que o fortalece apenas por pensar, algo que o faz sorrir como um bobo e olhas as coisas com mais detalhes belos e serenos! O Peregrino buscou no seu coração um anjo que lá decidiu passar! E ao olha para o céu da noite a viu sorrir para ele da lua cheia! Ela estava lá a sua espera, esperando seu olhar, ansioso para vê-la! E ele a viu! Sentiu-a! Abraçou-a em seu pensamento dentro do coração bagunçado e sorriu! Uma lágrima brotou em seus olhos no meio do sorriso e ele se entregou a solidão triste que o acompanha na sua caminhada vitalícia! E chorou, relembrou do dia que passou esforçando-se para conseguir o sucesso do objetivo imposto! Do caminho que deveria seguir desde o momento do despertar até o momento destas palavras e chorou! Uma lamúria cheia de tristeza, raiva, saudade, ódio, amor e amizade! Uma lágrima que carregava tanto sentimento que nem ao menos tocou o solo!

O dia estava quente e ainda não se havia apagado a luz do dia! E o Peregrino sorriu! Mas só foi sorrir ao ver que lua lhe sorria, ao perceber que mesmo na solidão do seu coração calejado ele ainda pôde encontrar algo que lhe faça sorrir! Então se voltou para céu mais uma vez e lá estava sua esperança, a sua estrela, que só aparece uma vez a cada lua cheia, e a coroa de luz que a lua cria envolta do seu astro protetor lhe faz lembrar-se do anjo que lhe fez sorrir num dia de sombras e tristeza. E o peregrino se levanta, sorri, enxuga mais uma lágrima que escorregou-lhe a face e vai ao encontro do seu merecido descanso.

Seus pensamentos e sonhos voltados apenas ao encontro da luz da lua cheia, reluzente e solitária assim como ele, um dia ele irá ao encontro de sua estrela, de seu anjo, retornando somente em seus ciclos eternos, apenas para vislumbrar e fazer sorrir um anjo que lhe é caro! Sob a luz da lua! Sob os olhos de Gaia e sob a Benção das estrelas!

A solidão ainda lhe toma conta, mas agora ele sorri! Um sorriso simples em agradecimento ao que ele tem de mais valor: ele mesmo!

Apenas um Peregrino!

Você e Eu, Senhor! Você e eu!

[...]
Tudo sobre você, seu sorriso, sua raiva
Me estimula a continuar em frente
Bastando olhar pra cima, onde pairam as nuvens
Aposto que entende o que estou dizendo?
[...]
Sr. José e Sra. Michelle
(A Ruiva e seu marido – amigos do Peregrino)
Hoje quebrei uma promessa que não deveria quebrar nunca! (Nunca! Adoro essa palavra!). Hoje (19/03/2008) é aniversário de uma pessoa muito importante na minha vida! Aprendi muito com ela! Sim! Ela, mais uma mulher na minha vida e, essa, tem um lugar especial no coração (Ah… o coração de novo!), chega de babação, sei que já estão cansados de saber que eu fico babando pelas pessoas que são especiais para mim! Senta que lá vem à história!

Lembram daquela coisa sem brilho, azul, num canto esquecido daquela coisa brilhantemente gigante, transladando elipticamente em volta de bola de fogo a uma distância de alta probabilidade (ah! As probabilidades! Novamente!) de vida! É! Vida! E nesse lugar havia duas “gente” que lá viviam, moravam próximos um do outro! Quase não se falavam, mas a vida (viu! Ela de novo! Dessa vez não veio pra brigar!) fez com que esses dois seres, o Peregrino e a Ruiva, se conhecessem numa noite de abril.

Numa noite de piadas e conversa fiada! O Peregrino acabara de armar sua tenda naquela região, que parecia pacata e sem muito movimento, um bom local para esperar o rigoroso inverno (Inferno) cuiabano passar! Ela estava lá, num grupo de pessoas, destacava-se pelo fato de ser ruiva e olhinhos puxados (a fisionomia exótica que mais chamava atenção ao Peregrino!), via também que era uma pessoa de narizinho empinado (ah! As mulheres de narizinho empinado novamente) que não se misturava com qualquer um e escolhia a dedo suas companhias.

Eis então que foi apresentado a tal pessoa e, começaram as indagações: “de onde veio, pra onde vai, volta ou não volta, e aí como vai a vida” etc. algumas pessoas do grupo não gostaram muito dessa afinidade instantânea entre o Peregrino e a Ruiva. E, já pensaram maldades e discrepâncias para que eles não ficassem tão grudados, pobres coitados, um dia ainda teriam a satisfação de experimentar a sensação de uma amizade forte e verdadeira, sem segundas ou terceiras intenções, apenas amizade, nada mais! Nesta noite de piadas, faziam-se mais um elo, laço e nó de amizade entre o Peregrino e mais uma pessoa especial em sua vida!

O tempo passou e muitas coisas ele viveram juntos, baladas (sim, o Peregrino é baladeiro também!), noites de bozó e jogos-da-verdade, almoços e festas de família! Discussões e bêbados apaixonados! Essa ruiva de narizinho empinado que o escolheu como um escudeiro, um segurança, um amigo! E ele aceitou tal patente com vigor e credibilidade, pois era e é o que faz de melhor, proteger quem lhe é caro e importante! O peregrino viu aí que a amizade entre gêneros diferentes predomina mais leal e verdadeira que qualquer outra amizade! O peregrino aprendeu o valor de uma pessoa que sabe “separar quem presta e que é um 0 (zero) a esquerda, separar o trigo do joio”.

E hoje, a Ruiva segue seu caminho, casou-se (sendo que antes dizia ao Peregrino que ficaria pra titia!), continua sendo aquela ruivinha de narizinho empinado, mas feliz e alegre como tempos atrás. E o Peregrino, bom, esse continua a peregrinar todos os dias 19 de março em visita a sua amiga de eras! Uma amizade que será eterna, que se levará para outra vida ou até para muitas outras vidas!

Essa epístola totalmente excelente e vagalmente escrita é em tua homenagem, Michelle Mayane Taques de Magalhães!

Você e eu Mi! Você e eu!

You and me, Lord! You and Me!

Certo dia estava eu, o simples mortal, Peregrino, voltando de sua andança obrigatória diurna seguindo para a andança noturna, dentro da condução (é, peregrino moderno, pega condução rapaz, o pisante é caro!), quando a vi, em sua pequena estatura corporal. Aquele rosto vivo, narizinho alto, olhos ativos e sempre atentos, me reconheceu, vi em seus olhos que me reconheceu, mas, “fazer o que?” pensei eu depois de um dia estafante de “peregrinação estagnada”. Esbocei um “Oi!” meneando a cabeça e mexendo os lábios e recebi de volta um olhar “quem é esse?!” – baixei a cabeça e reconheci que não fui reconhecido – tá! Quem ligaria pra mim! Às vezes nem eu ligo pra mim mesmo! Ainda mais depois desse “pedala!”. Desci alguns pontos antes, mas sabia que a veria novamente em poucos minutos! Chegando em casa nem lembrava mais do fato, peguei algumas provisões (dessa vez o caminho não seria longo mas seria a pé), e segui!

Ao chegar ao local designado pela minha mente e concluída a caminha pelos meus membros inferiores, dei de cara com nada mais na menos que a “peça”, ainda pequena, mas dessa vez sorridente, ao ver-me, sibilou de “canto” pra mim e se afastou, aconcheguei-me num assento e fiquei a cumprimentar os companheiros de peregrinação noturna! Até a chegada do mestre, esse sim, parecia conhecê-la e ela a ele, pelo menos a meu ver.

Não tava com muita atenção ao que o mestre dizia, mas ele falava algo e sempre a indagava, ou indagava o conhecimento que os pais dela (que provavelmente peregrinavam com ele a alguns verões atrás), havia adquirido, ou apenas para aparecer mesmo, ele a indagava e ela respondia às vezes sem graça, às vezes com interesse, acho que eu respondia por que não agüentava mais o mestre se altear e sempre achar que ela sabia por ser prole de seres extraordinários, diga-se de passagem, gente boníssimas após conhecer pessoalmente tais “personas”!

Tudo corria bem quando de repente, o pequeno ser se levanta num salto acompanhado de um grito de susto e com a mão na cabeça sai correndo pra fora da reunião e é seguida por uma companheira de peregrinação! Poucos souberam o porquê do grito ou do levantar repentino, e só após alguns minutos ela volta dizendo que algo havia invadido seu orifício auricular (para os de pouca cultura: Ouvido). Aí sim fiquei preocupado! (sim! Eu tenho coração!) e todos pareciam querer protegê-la. Pronto, ganhou a noite! E eu, bem eu apenas fiquei preocupado, mas na minha… O ocorrido na condução começou a martelar na minha mente peregrina!

Passamos por tantas coisas juntos em tão pouco tempo que, quando percebi, em menos de uma semana eu e o ser diminuto estávamos como unha e carne, não desgrudávamos um do outro, parecíamos como imãs-das-terras-raras, difícil de se soltar. Foi aí que o peregrino descobriu que seus elos amigatícios ainda eram fortes (pois acreditava que não teria mais amiga como uma que um dia irei contar como surgiu nossa amizade!). Muitas das “gente” achavam que eu, o Peregrino, queria me aproveitar da pequena, mentes insanas, corações malvados, não acreditam na amizade de sexo oposto, acham que sempre há maledicência nos outros sendo que a maldade está estampada e gritante em suas faces invejosas! (nossa! Superei!).

Hoje, peregrinando sempre em frente, a tenho como irmã! Sim, a menina que me ignorou no busão, hoje é não só minha amiga, mas parte de mim, família! Irmã mesmo! Aquela pequena (Ah, Pequena!) que empinou seu narizinho para mim na condução da peregrinagem urbana, hoje é nada menos que a maior “Pikena” que eu conheço!

Hoje Pikena, essa epopéia mal-transcita é pra ti!

Você e eu Pikena! Você e eu!

No início, havia o nada, e no nada, não tinha porra nenhuma! Bem, o que se sabe é que desse nada, a única coisa que se tirava de lá era – além de nada – tédio, chatice e coisas que não tem importância alguma estar enunciando por aqui!

Bem, depois de muito e muito tempo, alguma coisa viu aquele nada e disse: “Tá aí, vô faze desse nada alguma coisa!” Mexeu daqui, espetou dali, chacoalhou num copo de coquetel e o trem começou a fervilhar e espumar que nem cachorro bravo! Pronto! Tava feito a cagada!

Disso, apareceu umas coisas brilhantes, outras coisas totalmente sem brilho e, mais especificamente uma coisa sem brilho, azul, num canto esquecido daquela coisa brilhantemente gigante, girando em torno de uma bola de fogo a uma distância de alta probabilidade (ah! As probabilidades!) de proliferação de vida! E não é que apareceu vida nessa coisa azul “aluminada“!

Bem, resumindo, veio os “bicho pequeno” depois eles cresceram e viraram os “bicho grande” depois veio uma pedra do céu e matou os “bicho”, mas alguns viveram e cresceram e evoluíram (uia! Pokémons!) e depois veio as “gente” e no meio dessa gente tinha um ser que se destacava no meio da multidão!

Ele num era uma pessoa destacável na verdade, era apenas mais um mortal no meio de um monte de mortais que viviam naquela coisa sem brilho azul que girava em torno da bola de fogo jogada no canto esquecido da cagada feita do nada!

Pobre coitado, (mais pobre do que coitado!), cresceu num lugar inteiramente diferente do que ele sonhava e sonhava, como sonhava… Ainda sonha, sonha muito, muito mesmo! Mas, percebeu que de sonho não se vivia muito e logo quis ser algo grande e alto, mas aí veio a vida e lhe deu a primeira rasteira (essa briga vai ser eterna, a Vida e o mortal), sem ele perceber ou ser avisado, ele tombou!

E se levantou, bateu a poeira, e continuou em frente, sonhando… Mas, sonhava com mais concretização, com mais planejamento e menos fantasia (necessariamente nessa ordem!) estudou e cresceu e viajou… Muito… Muitas vezes sem sair do lugar, viajava em seus pensamentos, no seu mundinho, nas suas estradas!(Fantasiando de novo!). E pegou gosto pelas viagens, em pensamentos e na vida real.

Viajando na vida e nos sonhos ele adquiriu algo que não esperava: amizades, conhecimento e sabedoria (não muita, mas o suficiente!) e, com o tempo, os relatos de suas viagens será mencionadas aqui. A vida de um simples mortal “indestacável” numa coisa sem brilho, azul, num canto esquecido daquela coisa brilhantemente gigante, girando em torno de uma bola de fogo a uma distância de alta probabilidade (ah! As probabilidades novamente!) de proliferação de vida!

“Você e eu, Senhor! Você e eu!”