O Peregrino e uma companheira de peregrinação combinamos de ir a um encontro animado de jovens peregrinos da arte médica de um certo centro de ensino de tal arte, tudo corria muito bem, pessoas para lá e para cá, e mais pessoas chegando e se deleitando ao baconismo onipresente, mas, sem desrespeito visível, é claro!
Lá, o Peregrino, conheceu pessoas que enredavam o circulo de amizade de sua companheira ao qual ela fez questão de levá-lo, pois, o Peregrino acabara de sair de um turbilhão negro, nuvens carregadas e guerras internas! Precisava se animar-se, re-enturmar, precisava de mais um sopro de vida, ao qual seu passado havia-lhe tomado quase tudo! E seguiu!
Nesta noite da qual se podia dizer louca, o Peregrino viu que tudo se animava, era só querer, na noite anterior havia conhecido pessoas especiais que faziam parte do circulo de amizades da sua tão querida Pikena! E isso o animou! Entregou-se a musica ambiente e a animação contagiante que havia no local. Encontrou até pessoas da noite anterior e isso o alegrou ainda mais!
E quanta gente estranha, gente esquisita, já dizia Renato Russo e a Legião Urbana, um monte de vidas (advinha quem ééé!) pessoas mostrando o corpo sarado da malhação, pessoas se revelando outras pessoas, pessoas até confundido o Peregrino como poste de afiar unhas! (pode uma coisa dessas!)
Que pena que numa reunião destas sempre há “gentes” que na verdade não passam de pensam, são pior que lesmas e sempre carregam consigo algo que estraga a alegria alheia! Pois no meio do “fervo” uma discussão entre os “inteligentes” bombados, sobre “meu bíceps é maior” fez com que uma briga acontecesse e algumas pessoas se machucaram sem precisão, na correria de querer se afastar da confusão, resolvido o embate com chegada da segurança, a festa continua até começar um barulho estranho, tiros! (tiro! Onde mano!) ninguém sabia de onde vinham os disparos, mas já estávamos de saída e eu segui protegendo (olha o peregrino de escudo de novo!) uma das colegas da minha companheira de peregrinação enquanto ela seguia logo atrás com outro “colega” (ui!).
Em alguns minutos estávamos rodeando o local da festa, desviando de balas e os tiros não paravam, a linda jovem que me acompanhava começava a se desesperar, pois o medo vem primeiro e de trem-bala (bala! Onde mano!), encontramos uma carruagem e corremos na direção dela abaixados e desviando dos projeteis que insistiam e procuras nosso corpos como alojamento! O cocheiro se esgueirou entre as trilhas logo quando adentramos ao carro e o “colega” (ui!) estava desesperado, pois seu cavalo ficara logo mais a frente e queria parar para pegá-lo, mas o condutor não queria parar, pois tinha medo de ser atingido. Convencendo-o de parar ele pegou seu alazão motorizado e seguiu-nos até um local seguro!
Decidimos fechar a noite de aventuras na taverna, com um lanche reforçado e lembranças da noite de tiros e correria! Mais uma noite pra ficar na história do Peregrino! Mas uma noite que agradece aos seus laços por estar vivo e viver isso tudo! Cada viagem! Cada sonho e cada aventura! E pensar que tudo isso ocorre num lugarzinho sem brilho, azul, num canto esquecido daquela coisa brilhantemente gigante, transladando elipticamente em torno de uma bola de fogo a uma distância de alta probabilidade (ah! As probabilidades novamente!) de proliferação de vida!
Você e Eu Senhor! Você e Eu! (ainda bem!)



