“Muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido. Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais é uma grande idéia. Muitas pessoas eram más, e a maioria delas era muito infeliz, mesmo as que tinham relógios digitais.” (Douglas Adams – O Guia do Mochileiro das Galáxias).

Na sexta-feira, perdemos um grande amigo. Infelizmente não tenho palavras pra descrever aqui a tristeza e a dor que todos que gostavam dele está sentindo nesse momento.

Hoje recebi um e-mail de uma colega de profissão que trabalhava lado a lado com ele e nada melhor que publicá-la aqui – com os devidos créditos – acrescentando ao fim uma poesia contemporânea transformada em música em homenagem ao Grande amigo!

 

Por quê?
- Mas como um filho de flamenguista vira fluminense?
- Ah, foi minha mãe. Um dia, quando eu era pequeno, ela me levou ao estádio pra ver um jogo do Fluminense, sem ninguém saber. Ali, eu virei fluminense.
Nessa conversa, entre um ajuste e outro de um folder, fiquei sabendo como o carioca/cuiabano, virou torcedor do time arqui-inimigo do time do pai. Essa era mais uma fagulha do grande universo de histórias que formaram o caráter honesto, o temperamento tranquilo, o falar calmo, a forma obstinada, e algumas vezes, confesso, irritante de defender os pontos de vista em que acreditava.
O judoca que competia oficialmente, cartunista – segundo ele mesmo dizia – aposentado, cinéfilo que adorava acessar o Omelete, o publicitário de bom gosto, o fruto de um flamenguista e uma fluminense, teve seu universo interrompido, sua história estranhamente encerrada por uma coisa que definitivamente não combinava com sua pessoa, a violência.
Essa violência barata. Custou um notebook.
Essa violência sem hora, nem lugar. Às sete da noite em uma sorveteria.
Essa violência sem punição. Mais um criminoso reicidente.
Mais um plano desfeito. Ele ia a pra casa, mais tarde.
Mais uma perda. Sua mãe e seu pai estão órfãos de um filho que foi acalentado, que eles com muito orgulho ensinaram a andar, a falar, a ser honesto, a ser amigo.
Seus amigos e colegas ficaram perplexos, com medo e assim, se perguntando por quê? Quem vai saber dizer? Porque ainda não mataram jovens suficientes? Porque a violência ainda não atingiu o cúmulo suficiente para darmos um basta? Porque ela ainda não chegou perto suficiente de todas as pessoas que precisam se mobilizar e exigir dos seus eleitos ações mais concretas do que as promessas?
Bela sede da copa esse Mato Grosso. Bela sede da copa esse Brasil. Imaginem quanto orgulho sentiremos do país do futebol, do país do carnaval, do país da desigualdade social, do país da impunidade, do país do desrespeito aos direitos humanos.
Imaginem só, quantas belas notícias de assassinatos de torcedores, brasileiros e turistas teremos no evento? Eu já sei que serão muitas. Porque já sei, infelizmente, que nesse país a vida não está em primeiro lugar.
Márcia Pedralino

Por quê?

- Mas como um filho de flamenguista vira fluminense?

- Ah, foi minha mãe. Um dia, quando eu era pequeno, ela me levou ao estádio pra ver um jogo do Fluminense, sem ninguém saber. Ali, eu virei fluminense.

Nessa conversa, entre um ajuste e outro de um folder, fiquei sabendo como o carioca/cuiabano, virou torcedor do time arqui-inimigo do time do pai. Essa era mais uma fagulha do grande universo de histórias que formaram o caráter honesto, o temperamento tranquilo, o falar calmo, a forma obstinada, e algumas vezes, confesso, irritante de defender os pontos de vista em que acreditava.

O judoca que competia oficialmente, cartunista – segundo ele mesmo dizia – aposentado, cinéfilo que adorava acessar o Omelete, o publicitário de bom gosto, o fruto de um flamenguista e uma fluminense, teve seu universo interrompido, sua história estranhamente encerrada por uma coisa que definitivamente não combinava com sua pessoa, a violência.

Essa violência barata. Custou um notebook.

Essa violência sem hora, nem lugar. Às sete da noite em uma sorveteria.

Essa violência sem punição. Mais um criminoso reicidente.

Mais um plano desfeito. Ele ia a pra casa, mais tarde.

Mais uma perda. Sua mãe e seu pai estão órfãos de um filho que foi acalentado, que eles com muito orgulho ensinaram a andar, a falar, a ser honesto, a ser amigo.

Seus amigos e colegas ficaram perplexos, com medo e assim, se perguntando por quê? Quem vai saber dizer? Porque ainda não mataram jovens suficientes? Porque a violência ainda não atingiu o cúmulo suficiente para darmos um basta? Porque ela ainda não chegou perto suficiente de todas as pessoas que precisam se mobilizar e exigir dos seus eleitos ações mais concretas do que as promessas?

Bela sede da copa esse Mato Grosso. Bela sede da copa esse Brasil. Imaginem quanto orgulho sentiremos do país do futebol, do país do carnaval, do país da desigualdade social, do país da impunidade, do país do desrespeito aos direitos humanos.

Imaginem só, quantas belas notícias de assassinatos de torcedores, brasileiros e turistas teremos no evento? Eu já sei que serão muitas. Porque já sei, infelizmente, que nesse país a vida não está em primeiro lugar.

Márcia Pedralino

Sem muitas delongas segue minha homenagem que se reflete nessa música:

 

Cleiton, Cleitox, TOX, Bubba, Negão… Você está vivo em nossos corações!

Você e Nós, Cleiton! Você e nós!

 

[...]

E agora? A dor é do tamanho de um prédio

A casa sem ele vai ser um tédio

Não tem remédio, não tem explicação, não tem volta

Os amigos não aceitam, o irmão se revolta

A família não acredita no que aconteceu

Ninguém consegue entender porque o garoto morreu

Tiraram da gente um jovem tão inocente

E a sua avó que era crente hoje tem raiva de Deus

O seu pai ficou mais velho, mais sério e mais triste

E a mãe simplesmente não resiste

Além do filho, perdeu o seu amor pela vida

E a nora agora tem tendências suicidas

E a namoradinha com quem sonhava se casar

Todo mundo toda hora tem vontade de chorar

Quando se lembra dos planos que o garoto fazia…

Ele dizia: “Eu quero ser alguém um dia”

Sonhava com o futuro desde menino

Ninguém podia imaginar o seu destino

Mais uma vítima de um mundo violento…

Se Deus é justo, então quem fez o julgamento?

[...]

“Muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido. Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais é uma grande idéia. Muitas pessoas eram más, e a maioria delas era muito infeliz, mesmo as que tinham relógios digitais.” (Douglas Adams – O Guia do Mochileiro das Galáxias).

Levantai Senhores de fóruns de discussão sobre transistores, espectadores frenéticos de Lost, Dexter e The Big Bang Theory, rolem os dados jogadores de RPG e, gamers lancem seus hadoukens e shouryukens, pois é chegado o nosso dia.


- Nerds tonight we’ll dine in Forgotten Realms!


Hoje, 25 de maio é o dia do Nerd, o dia em que muitos e muitos nerds saem, ou não da frente dos seus computadores e livros e encontram outros nerd para ficarem na frente de computadores e livros! O dia para comemorar a revolução nerd, que na verdade é a data de estreia de Star Wars quando lançado em 1977. Dando marco inicial a conquista do mundo – mesmo que essa seja em sim city ou age of empires – Jogar aquele RPG que estava a muito tempo, talvez algumas horas sem ser jogada, finalizar o M. Bison com um shoryu-hadouken-nippo em perfect assistindo o season finale de Lost pela 3ª vez!

É o dia para saudar em klingon todas as pessoas que olharem pra você, levantar a mão direita fazendo o “V” de Vulcano e dizer “Vida longa e próspera!”, Provar que a teoria das cordas existe e tem uma banda de death metal nerd, reverenciar sua coleção de bonecos temáticos de Starwars e Senhor dos Anéis e seus quadrinhos do Wolverine! Se sentir superior aos outros seres que tem um Q.I. menor que o seu mesmo este ser tendo um doutorado.

É o dia de ajudar a vizinha gostosa com seus problemas de conexão e disparar aquela cantada fulminante que pode lhe garantir uma boa noite com ela!

Hoje, é o nosso dia! Vida longa e próspera!

Você e eu Senhor! Você e Eu!


- Eu não esqueci! hoje também é o Dia da toalha! Em homenagem ao saudoso Douglas Noel Adams.

- Direitos, poderes e Responsabilidades do Nerd.

- Estive no Prêmio TVCA.

“Muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido. Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais é uma grande idéia. Muitas pessoas eram más, e a maioria delas era muito infeliz, mesmo as que tinham relógios digitais. “ (Douglas Adams – O Guia do Mochileiro das Galáxias).


Aos que me conhecem sabe que pratico com certa dedicação e paixão a arte da espada, ou melhor, o Caminho da Espada, conhecido por Kendo que é uma arte marcial japonesa moderna, desenvolvida a partir das técnicas tradicionais de combate com espadas dos samurais do Japão feudal, o Kenjutsu. O praticante de kendo é chamado de kenshi ou kendoka. Mais pra frente falarei mais especificamente sobre o kendo.

O Brasil tem uma grande tradição na prática do kendo, devido, entre outros fatores, ao grande número de imigrantes japoneses existente no seu território. O Brasil é o país que reúne maior número de imigrantes japoneses em todo mundo.

Em Mato Grosso existe há algum tempo a ACK – Associação Cuiabá de Kendo ao qual este que vos fala faz parte há um ano e meio  e, embarcou nesse caminho de treinos puxados e disciplina. Mas, estou aqui para anunciar que, este ano, no XXVII Campeonato Brasileiro de Kendo a ACK estará participando pela primeira vez na categoria por equipes, o que é uma satisfação enorme para a Associação e para a comunidade Japonesa da Grande Cuiabá!

Estamos confiantes nos irmãos Toyoda e no Luna-sensei que além de participarem do Campeonato ainda farão exames para 1º Kyu em kendo (Irmãos Toyoda) e de 1º Kyu em Iaido, onde Thiago e Lucas Toyoda e o Luna-sensei com certeza vão tirar de letra.

Fica aqui a nossa torcida para o Thiago, o Lucas e o Luna para que retornem com no mínimo a graduação e claro, não custa ter esperança de que retornem com pelo menos uma boa colocação neste torneio. E, ao Luna-sensei com a graduação de Iaido e mais experiência para que todos que praticam sob sua tutela possam aperfeiçoar cada vez mais!


Vale lembrar que esse ano o Brasil será sede do 14º Campeonato Mundial de Kendo que será realizado em na cidade de São Paulo e vale a torcida para o Brasil conseguir o título mundial e aproveito para dizer a vocês que o Brasil, ao longo da história desta arte marcial no país está, até hoje entre os 3 melhores do mundo! Torçam pelo país e pela ACK!

Você e eu senhor, você e eu!

Estreando os links de rodapé:
Cultura J-POP
MT Blogs
ACK – Associação Cuiabá de Kendo

Essa é minha segunda resenha sobre filmes. Geralmente, quando faço isso é porque gostei muito de um filme, uma cena que me fez ficar preso na telinha por muito tempo – coisa que eu faço somente nos telejornais.

Pois bem o filme da vez é “Meu nome é Radio”, dirigido por Michael Tollin, escrito por Mike Rich, baseado em artigo de Gary Smith que conta a história de James Robert Kennedy.

É a história de um rapaz com deficiência mental que é discriminado pelos moradores da cidade, por ser negro e deficiente ele encontra muitas dificuldades, mas, um técnico de futebol americano da cidade se condoesse com o rapaz que, não consegue ao menos falar, é introspectivo e medroso e, como em todo filme americano, acontece a “brincadeira maldosa” dos alunos ao ver o rapaz perambulando pela cidade e próximo a escola com seu carrinho de compras cheio de bugigangas e seu inseparável rádio.

O técnico do time da escola, vendo o que seus jogadores fizeram com Radio (chamado assim pelo técnico, pois James não falava muito) o chama para vir aos treinos e aí começa a lição recíproca entre o técnico, Rádio, os alunos e a cidade!

A mãe de Rádio, de início, estranha o interesse do técnico Jones e o questiona sobre quais eram os motivos que o moviam a ajudar o filho. Em contrapartida, o técnico Jones está determinado a fazer com que aos poucos as pessoas admirem e respeitem Rádio.

Na figura do técnico Jones, mostra a necessidade de estabelecer prioridades na vida e de perceber que aqueles que nos cercam principalmente a nossa família, devem vir em primeiro lugar, antes da busca pelo sucesso e poder.

Com o tempo, Radio começa a ter mais interação e se comunicar mais e a ser bem popular na escola e na cidade tornando-se um ícone do time, da escola e da cidade!

É um daqueles filmes a que você assiste várias vezes e sempre aprende uma nova lição. A certeza de que a convivência social saudável transforma e que as nossas deficiências podem ser minimizadas quando aceitas pelos outros e por nós mesmos. É um filme inesquecível e recomendável.

Depois desses “spoilers” o melhor a fazer é assistir.

Você e eu Senhor. Você e eu.

Por mais que o universo seja imenso, muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido. Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais é uma grande idéia. Muitas pessoas eram más, e a maioria delas era muito infeliz, mesmo as que tinham relógios digitais.

Levando esse post mais parecido com os do meu colega de trabalho, Fred Fagundes do QMaT e precisando atualizar esse espaço mal visitado, pensei “o que mais me deixou agoniado uma certa época da minha vida?”.

Bom, como alguns sabem sou apaixonado (ui!) pela cultura japonesa, desde suas mulheres lindas, a gastronomia e as artes marciais e estilo de vida, uma delas é os animes e mangás, tanto os antigos quanto os atuais, alguns marcaram gerações e, as pessoas que nasceram na década de 80 e viveram sua infância/pré-adolescencia na década de 90 foram marcadas pelo anime/mangá Dragon Ball Z.

Pois bem, alguns devem se lembrar de como éramos (pelo menos eu e muitos amigos e colegas) vidrados nesse seriado, único, fenomenal, levou uma geração de fãs tupiniquins a adquirirem e consumirem tudo que fosse da temática. Mestre Akira Toriyama sabia que tinha criado um mundo onde muitos entrariam e sairiam de lá marcados para todo o sempre.

Mas uma coisa que eles – os japoneses – sabem fazer em seus animes é a arte de “fillar”, embromar, enrolar ou qualquer outro tema que te faça ficar na expectativa por horas, dias e semanas e, Dragon Ball Z, foi um marco na história de muitos Brasileiros, Goku – seu principal personagem cresceu e vejam só, tem um filho, Gohan – mas, mais informações sobre isso vocês encontram pela internet, não vou delongar tanto! Vamos direto ao ponto!

Goku X Freeza – sim peregrinos esse é o ponto. Essa luta marcou a todos os brasileiros que ficavam suas tardes em casa esperando começar aquele programa da Band (eu assistia na Band, não sei vocês) ao qual não me lembro o nome e tinha uma apresentadora japa linda “bacarai”! Então, vocês se lembram?

Depois de muito blá blá blá, mortes, cenas engraçadas das Forças Especiais Gyniu, mais blá blá blá e mais mortes, blá blá blá Guaraná com rolha ficam somente Gokou, em sua forma Super-Sayajin-fodônico e Freeza que num ato de loucura e apelação total atinge o núcleo do planeta e fala pro Lourão arrupiado do Goku que só tem 5 minutos pra ele vencer ou morrer pelas mãos dele ou no planeta. É aí meu caros, que nos prendemos todas as tardes em frente a TV esperando a tal luta de 5 minutos que totalizando foram (levando em consideração que eu assistia na Band) 3 semanas e 15 episódios de 30 minutos cada o que leva a um total de 450 minutos grudado ali na caixinha mágica de imagens esperando o puto do Freeza se matar com seu poder.

Fiquei exatamente essas 3 semanas ali sem perder sequer um segundo e sei que muitos também ficaram e, com certeza esse foi os 5 minutos mais longos na vida de um fã de Dragom Ball Z, o resto é fichinha, pois aquele episódio era um marco para a história do anime, era onde os herói descobria um novo poder, muito maior e mesmo sem acreditar que poderia usá-lo e ele conseguiu – é claro que seus parceiros de batalha morreram.

Toriyama-Sensei fez com que muitos brasileiros ficassem grudados na TV por muuuuuuuito tempo! Ô Japônes Fiaduma@#$%, mas que valeu, valeu.

Esse post vai em homenagem aos peregrinos que perderam 3 semanas esperando pelo fim da batalha e também para o Matheus, colega de trampo lá da Bahia que me incentivou e me fez lembrar desse fato.

Você e Eu, Senhor. Você e Eu.

“Vamos lá buscar as esferas do Dragão…”  ou melhor “Chalá! Hey Chalá….”

 

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Por mais que o universo seja imenso, muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido. Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais é uma grande idéia. Muitas pessoas eram más, e a maioria delas era muito infeliz, mesmo as que tinham relógios digitais.

Pois bem, certo tempo depois da “patada”, a escola entrou num recesso forçado, como o Peregrino era ‘escraviário’ da escola ficou por lá trabalhando voluntariamente, verdade, não recebia nada a não ser reclamação dos professores e alunos dizendo que os computadores não funcionavam. E certo dia, mais exatamente no dia 4 de julho, uma terça feira, ela, a Linda Baixinha apareceu sem avisos, e estava deslumbrante, linda, vestida como uma deusa a ser idolatrada, nunca em todo esse tempo em que o Peregrino a conhecia, a tinha visto usando roupas comuns, nada além do uniforme da escola e, vendo-a daquele jeito ele a desejou mais que tudo e decidiu que ali, aquele momento seria deles e nada, realmente nada poderia tirar essa chance deles.

Ela o viu saindo do laboratório de informática onde terminara seu serviço e se dirigia ao laboratório seguinte, carregava um gabinete para ser consertado, quando a viu se aproximando, largou o gabinete no chão e correu em sua direção. Aquela era a hora certa, o momento certo. Os dois se abraçaram bem forte e não queria mais largar um do outro. Seus olhos se encontraram. Aquela manhã seria eterna, inesquecível. Eles estavam destinados naquele momento ao fogo que os consumiam toda a vez que se encontravam. Estavam dispostos a ir até o fim. A respiração de ambos acelerou e sem desviar o olhar o Peregrino aproximava cada vez mais sua boca dos lindos lábios da Linda Baixinha. Estava chegando o momento que selaria de vez o destino deles, mais uma vez. Nada faria aquele momento se perder, exatamente nada.

Nada, uma palavra que a Vida (sim, essa mesma) não conhece e colocou algo para tirar aquela oportunidade do Peregrino e da Linda Baixinha! Não exatamente algo, mas, alguém conhecido como “Repolho” para não deixar com que eles dois se entregassem aos seus sentimentos. Um cara, totalmente sem noção da situação entrou no meio do abraço e tirando a Linda Baixinha dos braços do Peregrino. Chamando-a pelo apelido que ela odiava, ele a agarrou com suas mãos sulfuradas, o Peregrino, reconhecendo ali mais uma derrota, se vira e volta ao contato frio do gabinete abandonado no chão. Abre a porta do laboratório com uma das chaves do grande molho que carregava e adentra para sua fortaleza da solidão. Com os olhos marejados entra em um estado de autoflagelação mental e reflete o quão idiota e lerdo foi naquele instante. Como seriam seus dias após esse trágico fato? Teria ele mais uma chance com a Linda Baixinha? Estava determinado a continuar a conquistá-la? Eram tantas perguntas em sua tão nova mente adolescente, seu caminho ainda longo e longe de terminar.

Levantou a cabeça, enxugou os olhos antes mesmo das lágrimas escaparem e pensou que o seu caminho estava apenas iniciando. Novas oportunidades viriam e com certeza ele não deixaria mais escapar, começava ali seu destino de peregrinação, foi ali que ele se tornou apenas um Peregrino.

 

 

[...]

Através das marcas das suas roupas

Foi arrumada de maneira tímida

Eu sabia que algo estava errado

E eu devia ter falado

Estou tão arrependido agora

Eu não sabia

Porque éramos muito jovens


Oh, nuvens do tempo

Parecem chover na

Inocência deixada para trás

E ela nunca vai embora

[...]

 

Você e Eu, Senhor. Você e Eu!

testa

Olá peregrinos! Como estão? Fim de ano chegando, eu abandonei mais uma vez esse espaço, mas quando retorno, é sempre com novidades! E adivinha!? Hoje tem novidade! É meus caros, meus amigos viajaram e eu fiquei, fim de ano sem grana, vou ter que ficar em casa e escrever, então fazer o que? Por mais que o universo seja imenso, muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido. Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais é uma grande idéia. Muitas pessoas eram más, e a maioria delas era muito infeliz, mesmo as que tinham relógios digitais.

Ontem (27/12) fui com um amigo/primo/irmão de infância comer algo por Cuiabá, trocar umas idéias e xingar um ao outro (o que é muito comum entre eu e ele), depois de rodar metade do Centro da cidade, resolvemos ir a um restaurante de comida japonesa – pra variar um pouco, não é? Peregrino Samurai (¬¬) – Pois bem, fui por curiosidade e indicação de um colega de trabalho (Rafitcha) ao Soba e Yaki, fica ali na Miranda Reis, ao lado da delegacia metropolitana. – Aí, mais uma vez vocês devem estar se perguntando, “Porra, Peregrino e daí?” e daí que depois de algumas frustrações gastronômicas que tenho passado ultimamente, resolvi colocar aqui neste espaço um pouco da minha crítica alimentícia, porque um dos meus esportes sedentário favorito é encher a pança de guloseimas, apesar de ser magro!

Então conversando com ele e com a minha “poder superior”, eles me ajudaram a colocar os critérios e a pontuação de cada lugar que eu visitei ou visitarei que explicarei a seguir:

1º – Local: O ambiente tem que ser legal, temático ou aconchegante, eu digo que é frescura de Cuiabano, mas se você chega em um lugar que já te faz se sentir bem só de entrar, com certeza se sai dali satisfeito.

2º – Atendimento: Qualquer restaurante que seja desde a pastelaria do chinês ao Restaurant Chez’ Babbett (ranquei essa do fundo do baú!) se o atendimento é bom, a comida com certeza terá um gosto especial.

3º – Qualidade: O sabor, o tempero, a comida, a textura, qualquer coisa que lhe faça encher a boca d’água tipo o Hommer. Com certeza é esse o grande fator e maior responsável pela nota final dos pontos que citarei futuramente.

4º – Quantidade: nem preciso dizer aqui que o tamanho conta e muito na avaliação, ou você que comer comida chique e sair de lá arrotando em francês? Cuiabano come, eu pelo menos não como pouco.

5º – Preço: Por fim, pagar o certo e equivalente por todos os outros requisitos supracitados contam muito, a proporção das quatro primeiras deve valer a pena não adianta pagar muito e passar fome, ser mal atendido e toda hora um inseto de luz cai na sua comida.

Pra cada critério uma nota de 1 a 5 (nem preciso explicar que quanto maior a nota melhor pô!) e no fim a média final e alguns comentários.

Vistos os requisitos acima – quem tiver alguma sugestão de requisitos para melhorar e dinamizar os existentes deixa nos comentários que, sendo aprovado, estará entre eles =P – vamos agora a participação dos nosso queridos leitores! (Uuuia!!) Sim, no fim de cada descrição minha colocarei uma enquete para saber como vocês avaliam o local mencionado.

E pra começar hoje falaremos do Serra Restaurante.

serra

Cinco ex-bancários ( Éder, Joana, Suely, Sônia e Célia) vindos do Paraná para pesquisar alternativas de negócio, quando perceberam a inexistência de restaurantes à quilo na cidade, não tiveram dúvidas – ali estava a oportunidade que buscavam. Investiram suas indenizações e todos os recursos de que dispunham – assim foi inaugurado em 12 de agosto de 1991 o primeiro restaurante Serra em Cuiabá, na rua Barão de Melgaço. Dali em diante não parou mais de crescer. Não se limitaram apenas a refeições a quilo, buscaram outras alternativas : refeições industriais, pratos a la carte, comida chinesa, serviço de entrega em domicílio e recentemente o rodízio de pizzas. 

(trecho copiado descaradamente do site deles)

Avaliação:

1º – Local: Hoje o Restaurante Serra conta com várias lojas, a da Barão de Melgaço continua lá, a pioneira, passou por reformas no decorrer dos anos de usa existência e lembro-me que já fui no antigo Serra 2 – que era a uma quadra da minha casa, na mesma rua – mas falando do atual e deixando o passado, o Serra da Barão (vou chamar assim!) tem um ambiente pequeno se comparado ao dos Shoppings, mas atende uma clientela fiel e que procura um ambiente tranqüilo pra almoçar (sim, me parece que atende aos trabalhadores da redondeza) tem um jardim interno com cascata e climatizado, ambiente legal e tranqüilo pra almoçar, tem pouco espaço e conta apenas com sistema Self-service (voltada apenas pro horário de almoço). Nota para essa loja 4,0.

As lojas do Shoppings são maiores e trabalham tanto almoço quanto janta e oferecem serviço diferenciado da primeira, com ambiente amplo, telões espalhados pelo salão e Buffet interessante, sushi bar,  pizzaria com Forné a lenha e Buffet de massas em locais estratégicos chama o cliente para o espaço. Nota para as duas lojas, 5,0.

2º – Atendimento: aqui fica um impasse pois no Serra 1 – da Barão – eu nem cheguei a almoçar, entrei mas tive que sair pois recebi uma chamada e deixei meu almoço pro espaço, então minha avaliação vai pra loja dos shoppings, na do 3 Américas o pessoal atende bem, lá tem o Brasil – garçom gente boa e animado, sempre disposto a lhe atender, no do Pantanal tem o Marcio (ou seria Mauro) que também manda bem no atendimento e não falha com os clientes. Nota para  Atendimento, 4,5.

3º – Qualidade: nem preciso dizer, pelo menos quatro vezes por mês vou lá pra comer um rodízio de pizza, massas e saladas e Peregrinos, saio de lá feliz, comida impecavelmente saborosa, o pessoal trabalha pra te satisfazer, rigoroso sistema de qualidade e higiene – tanto que a pizzaria e a cozinha de massas estão expostas para os clientes verem a preparação de seus pedidos. Nota 4,5.

4º – Quantidade: aqui também é uma coisa meio 8/80 no rodízio de pizzas você se esbalda com as deliciosas pizzas, porém nas massas (pelo menos nos rodízios) a quantidade é menor, mas como você pode comer várias vezes e pagar o mesmo preço, ponto positivo e nota mais que merecida, 4,5.

5º – Preço: O preço que você paga é pelo que você come, tirando os pratos mais finos, a La carte, o preço vale por todos os outros requisitos, nota 4,5.

Media final: 4,5 – Com certeza um lugar que você pode chegar com a fome que for você sai satisfeito e sempre volta lá algum dia do mesmo mês – pelo menos. O Serra com certeza manda bem! Não é a toa que está até hoje no ramo e só se aperfeiçoando e crescendo.

Agora é com vocês Peregrinos, que notas vocês dão ao Serra?


 

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“Muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido. Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais é uma grande idéia. Muitas pessoas eram más, e a maioria delas era muito infeliz, mesmo as que tinham relógios digitais.”

As poucas pessoas que me conhecem pessoalmente sabem que tenho um gosto particular e diferente para um descendente de italianos, a cultura nipônica me fascina desde muito pequenino! Samurais, ninjas, sushi, katanas, shurikens, mangás, animes e etc. Mas, vocês devem estar perguntando: “O Peregrino, o que eu a tenho a ver com isso?”. Jovens peregrinos, vocês não tem anda a ver mesmo, é só uma pequena introdução para o novo post sobre uma de minhas paixões, logo após mulher, cerveja e games, a Cultura Japonesa.

Hoje falarei um pouco sobre os samurais, com informações obtidas na aula especial do Sensei Eduardo Luna  - professor de Kendo e presidente da ACK – Associação Cuiabá de Kendo  - que ele ministrou na UNIC no dia 04/11/2008. E algumas informações que garimpei em livros e internet.

Falarei hoje dos Samurais.

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A palavra Samurai vem do verbo Saburai que significa “aquele que Server ao senhor”. Os samurais, como classe de status, dominaram por cerca de 700 anos a história do Japão. Os samurais exerceram diferentes funções em determinadas épocas, passando de duelistas à soldados de infantaria da corte imperial.

Inicialmente, os samurais realizavam atividades minoritárias muitos como cobradores de impostos e servidores da corte imperial. Com o passar do tempo, o termo samurai foi sancionado e os primeiros registros, datado do século 10, situando-os ainda como guardiões da corte imperial, em Kyoto e como membros de milícias particulares a mando dos Daimyo, os senhores feudais. Nessa época, qualquer cidadão poderia tornar-se um samurai. Este cidadão por sua vez, teria que se engajar nas artes militares para então, por fim, ser contratado por um senhor feudal ou daimyo, mas enquanto isso não acontecia, esses samurais, eram chamados de ronin.

Na Era Tokugawa por volta de 1603, quando os samurais passaram a constituir a mais alta classe social (bushi), não era mais possível a um cidadão comum, tornar-se samurai, pois o título tomou por ser passado de geração em geração. Só um filho de samurai poderia tornar-se samurai e este tinha direito a um sobrenome. Desde o surgimento dos samurais, só estes tinham direito a um sobrenome, mas com a ascensão dos samurais como uma elite guerreira sob os auspícios da corte imperial, todos os cidadãos passaram a ter um sobrenome.

Desta época em diante, a posição do samurai consolidou-se como um grupo seleto da sociedade. Armas e armaduras que usavam eram símbolos de sua distinção e a manifestação de ser um samurai, mas para armar um samurai era necessário mais que uma espada e uma armadura. Parte de seu equipamento, era psicológico e moral, eram regidos por um código de honra muito precioso, o bushido (o “caminho do guerreiro”), no qual a honra, lealdade e coragem eram os princípios básicos. A espada era considerada a alma do samurai. Todo samurais, portava duas espadas presas ao Obi (faixa que segura o quimono), o katana (espada longa – de 60 a 90 cm de lâmina) e wakisashi (de 30 a 60 cm), essas espadas eram o distintivo do samurai.

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Por não temerem a morte, pois os samurais a considerava uma conseqüência normal, morrer com honra defendendo seu senhor, ou defendendo a própria reputação e o nome de seus ancestrais. Se viessem a falhar ou cometessem um ato de desonra para si próprio, manchando o nome de seu senhor ou familiares, o samurai era ensinado a cometer o Harakiri ou Seppuku, ritual de suicídio através do corte do ventre. Já matar fazia parte de suas obrigações.

Alguns senhores feudais, caso morressem por incapacidade de seu samurai o defendê-lo este, era instruído a praticar o harakiri. Entretanto, se a morte do Daymio não estivesse relacionada à ineficiência ou falta de caráter do samurai, este se tornava um ronin, um samurai sem um senhor para servir, um desempregado. Muitos destes samurais não conseguindo ser contratado por outro senhor e não tendo quem provesse seu sustento, freqüentemente tinha que vender sua espada para poder sobreviver ou se entregar ao bandidismo.

Nos campos de batalha assim como em duelos, os combatentes enfrentavam-se como verdadeiros cavalheiros. Na batalha, um guerreiro costumava galopar até a linha de frente inimiga para anunciar sua ascendência, uma lista de feitos pessoais, bem como as façanhas do seu exército ou de seu clã. Depois de encerrada tais bravatas é que os guerreiros atacavam-se. O mesmo acontecia num duelo. Antes de entrar em combate, os samurais se apresentavam, reverenciavam seus antepassados e enumeravam seus feitos heróicos para depois entrarem em combate.

Os generais samurais praticavam caligrafia, arranjos florais e tocavam uma espécie de alaúde. Mas de todas essas atividades, a que mais os envolviam era a cerimônia do chá. Por volta do século XIII, monges zen-budistas introduziram os rituais do chá no Japão. A cerimônia do chá é uma atividade espiritual e durante o raro momento de trégua da guerra, os samurais vinham às salas de chá pra relaxar e apreciar o momento.

O estilo de vida e a tradição militar dos samurais dominaram a cultura japonesa durante séculos, e permanecem vivos no Japão até os dias de hoje. Milhões de crianças em idade escolar ainda praticam as habilidades clássicas do guerreiro, entre elas a esgrima (kendo), arco-e-flecha (kyudo) e luta corporal desarmada (jiu-jitsu, aikido). Estas e outras artes marciais, fazem parte do currículo de educação física no Japão atual.

Hoje o espírito samurai continua vivo na sociedade. E se dissemina através de pessoas que querem mostrar a arte nipônica como um caminho para o bem espiritual e corporal. Como o próprio Luna-Sensei disse: “o Caminho é sem fim, é pro resto da vida!”


あなたと私、だんな.  あなたと

Anatato watashi, danna. Anatato watashi.

Você e Eu, Senhor. Você e eu!

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Estava fuçando nos meus arquivos, achei uma tradução que fiz a muito tempo atrás, as traduções sempre me foi um meio mais fácil de apreder outra língua, não sou lá um poliglota, mas sobrevivo no meio ao qual consigo me comunicar. Por isso sempre achei que traduzindo textos e músicas que encontrava aumentava ainda mais meu conhecimento.

Essa tradução teve como inspiração uma pessoa que está lá longe! Muito longe! mas não tão longe quanto aquela bolinha, muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, onde há um pequeno sol amarelo e esquecido. Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais é uma grande idéia. Muitas pessoas eram más, e a maioria delas era muito infeliz, mesmo as que tinham relógios digitais.

Logo, já faz um tempo que não atualizo isso aqui, então, aproveitem, irei bem ali me enforcar num pé de cebola!

 

Despedaçado

Eu queria que você soubesse que eu amo seu jeito de sorrir

Eu quero te abraçar bem forte e tirar sua dor

Eu guardo sua fotografia; eu sei que ela me faz bem

Eu quero te abraçar bem forte e tirar sua dor


Pois eu fico arrasado quando estou sozinho

E eu não me sinto bem quando você vai embora

Você se foi

Você não me sente aqui, não mais


O pior já acabou e nós podemos respirar de novo

Eu quero te abraçar bem forte e tirar minha dor

Ainda há muito o que aprender e ninguém mais para brigar

Eu quero te abraçar bem forte e tirar sua dor


Pois eu fico arrasado quando estou aberto

E eu não sinto que sou forte o suficiente

Pois eu fico arrasado quando estou sozinho

E eu não me sinto bem quando você vai embora


Pois eu fico arrasado quando estou sozinho

E eu não me sinto bem quando você vai embora

Você se foi

Você não me sente aqui, não mais

 

Você e eu Senhor! Você e eu!

Olá Peregrinos, como disse a vocês, depois que a sessão cultura foi adicionada a este blog, os post começarão a ser mais freqüentes (por um tempo).

É gente, tudo isso e um pouco mais vocês encontram somente aqui, muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido. Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que relógios digitais é uma grande idéia. Muitas pessoas eram más, e a maioria delas era muito infeliz, mesmo as que tinham relógios digitais.

(é isso aí! Mudei a intro dos textos =P)

Enquanto nos “Esteiti” as pessoas hoje comemoram o “Dia das Bruxas”, poucos seres aculturados desconhece que o dia 31 de outubro é o dia do nosso mais conhecido personagem folclórico o Saci Pererê (Yaci-Yaterê em guarani), um ícone imortalizado por Monteiro Lobato em suas histórias, principalmente “Sítio do Picapau Amarelo”.

A lenda mais popular e conhecida pela maioria dos brasileiros natos é, com certeza, a do Saci Pererê. Um negrinho que, no início da popularização e criação da lenda era um índio “perneta” endiabrado (possuído, talvez?!) e até um rabo possuía! Com o tempo e a influência dos negros africanos no Brasil passou de um bronzeado para um negro que perdeu uma das pernas numa luta de capoeira e o pito (cachimbo africano) e também da superstição e medo dos europeus recebeu o píleo ou gorro na cor vermelha


A lenda diz que o Saci está nos redemoinhos de vento, e que pode ser capturado ao se jogar uma peneira sobre o redemoinho. Depois de retirar o capuz da criatura para garantir sua obediência, guarda-se ele numa garrafa. Atravessando lenda do Saci Pererê para os tornados coloca-se a simbologia desse fenômeno que transpuseram décadas, passadas de geração em geração através de histórias infantis.

Posteriormente e, através de Monteiro Lobato foi considerado uma figura brincalhona, que se diverte com os animais e pessoas, fazendo pequenas travessuras que criam dificuldades domésticas, ou assustando viajantes noturnos com seus assobios. A lenda existe desde o fim do século XVIII.

 

Algumas comunidades quilombolas atribuíram ao Saci o título de “divindade”, pois acredita que ele tem sabedoria e conhecimento no manuseio de tudo que estava relacionado às plantas medicinais, sendo o guardião da sabedoria e técnica de preparo e uso de chás, mezinhas, beberagens e outros medicamentos feitos a partir de plantas. Também é atribuído a ele o domínio das matas onde guardava estas ervas sagradas, confundindo as pessoas que não pediam a ele a autorização para a coleta destas ervas.

Segundo o Wikipédia:

O primeiro escritor a se voltar para a figura do Saci-Pererê foi Monteiro Lobato, que realizou uma pesquisa entre os leitores do jornal O Estado de S. Paulo, colhendo depoimentos sobre o nosso trickster. O resultado foi publicado (1918) em forma de livro: O Sacy-Pererê – resultado de um inquérito; além de publicar O saci – obra-prima sobre o folclore brasileiro – Lobato utilizou a figura do simpático diabrete no conto Pedro Pichorra, em que um menininho se vê confrontado com o seu medo ao Saci. Imortalizado nas histórias contadas à beira das fogueiras nas cidades do interior do Brasil, o Saci ganhou um novo e importante aspecto cultural nos livros de Monteiro Lobato e nas histórias em quadrinhos de Ziraldo, criador da Turma do Saci Pererê, alcançando desta forma, também as crianças da cidade grande. Figura ainda em muitas histórias do Chico Bento, personagem criada por Maurício de Sousa, típico caipira do interior paulista.

Com a contribuição destes escritores o mito do Saci sobrevive à invasão das culturas estrangeiras amplamente divulgadas pela mídia.

Com a transposição dos textos de Lobato para a Televisão, o Saci deixou o imaginário para ser personificado numa figura de carne e osso.

Em 2005 foi instituído o Dia do Saci no Brasil, comemorado no dia 31 de outubro, a fim de restaurar as figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao Halloween.

[Fontes: Aqui e aqui]

Então “gente” vamos parar de comemorar uma data que nem nossa é dar créditos ao perneta mais querido do Brasil!

Gritemos todos juntos e pulemos num pé só!

Halloween o caralho! Viva o Saci!

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